A aclamada franquia Resident Evil acaba de lançar o seu novo capítulo: Resident Evil Requiem. Joguei e deixarei a mais honesta e sincera opinião possível de um fã de longa data.
Premissa do passado
O lendário Leon S. Kennedy retorna para investigar a síndrome de Raccoon City, que deixou marcas permanentes, inclusive no próprio Leon. Ele conhece a agente do FBI Grace Ashcroft, que possui um passado misterioso. Do outro lado, temosVictor Gideon, um pesquisador que tinha laços com a Umbrella Corporation e que mantem planos secretos envolvendo a filha de Alyssa Ashcroft. Dessa forma, Leon e Grace partem em busca de respostas. A premissa é bem apresentada, a Capcom conseguiu desenvolver os personagens de uma forma bastante interessante. O desfecho da narrativa deixa no ar muitas coisas e abre portas para o futuro da franquia.
Fanservice nostálgico e excessivo
Esse foi o ponto que mais me agradou sendo um fã das antigas. É impossível descrever a emoção ao explorar Raccoon City em cinzas, mais ainda, a sensação de adentrar a R.P.D e poder relembrar os momentos marcantes da infância. E não pense que o Fanservice para por aqui, essa é só uma parte da carta de amor que a Capcom escreveu para os fãs.
Gameplay e a bela evolução de Resident Evil
Algo que eu valorizo muito nas franquias de longa data é a capacidade de se revitalizar. Sabemos que não é uma tarefa fácil quando você tem um grande tempo de estrada. A Capcom entregou um Resident Evil revitalizado e maravilhoso.
- Gameplay de Grace Ashcroft:
Quando jogamos com Grace, vivenciamos um verdadeiro survival horror clássico. Algo que me chamou muita atenção é que a dificuldade do jogo aumenta pois não podemos carregar muitos itens (diferente do Leon) além de que, só temos uma pistola e faca. Outro ponto interessante da Grace é que ela sente medo da situação e isso dificulta um pouco a nossa mira ao atirar nos inimigos.
- Gameplay de Leon S. Kennedy:
Quando estamos com Leon, a mudança é brutal pois deixamos um pouco de lado o Survival Horror e focamos na ação excessiva, o famoso tiro, porrada e bomba. Temos uma maleta gigantesca que podemos carregar um arsenal de armas. Contamos com um pequeno machado que é usado no combate melee e também para refletir ataques de inimigos (incluindo chefes), por conta disso, temos que usar uma pedra de amolar o tempo todo. E como já é de conhecimento dos fãs, Leon usa de força bruta, possibilitando encaixar chutes e socos que o ajudam a esmagar os inimigos. O combate aqui é uma bela evolução em comparação ao Resident Evil 4 Remake.
- Sistema de backtracking e puzzles:
A parte de backtracking que é característico da franquia, funciona muito bem. O mesmo não podemos falar sobre os puzzles, senti falta de uma dificuldade e quantidade maior nesse quesito. É um ponto a se ressaltar, mas não é algo que tenha impacto final negativo na obra prima que é o game.
- O perseguidor está presente, mas é diferente:
Quem é fã da franquia de longa data adora a ideia de existir um perseguidor que nos causa pânico. Já tivemos vários inimigos assim, Lady Dimitrescu, Jack Baker, Mr. X e o lendário Nemesis. Nesse novo capítulo da saga, temos perseguidores bem diferenciados, mas que não causa tanto medo (jogando você entende o motivo). Talvez isso possa decepcionar alguns fãs, não foi o meu caso.
- Inimigos mais conscientes e perigosos:
Algo que me chamou muita atenção é que os inimigos estão mais espertos do que nunca. Temos algumas novas armas biológicas que se encaixaram perfeitamente no jogo.
Gráficos, direção de arte e trilha sonora
O game possui um visual impecável, muitas partes sombrias com uma quantidade absurda de detalhes. Eu diria que faz parte daqueles gráficos que marcam uma geração de consoles. A direção de arte é impressionante, a fotografia traduz muito bem a mensagem do jogo. Em um determinado momento, quando chegamos a Raccoon City, o vislumbre cinzento do ambiente é maravilhoso, pois realmente nos dá a sensação de terra devastada. Toda a parte visual se encaixa perfeitamente com a trilha sonora profunda e intensa.
Experiência única com o DualSense
Resident Evil Requiem faz total uso das funcionalidades do controle DualSense. Temos bom impacto nos gatilhos adaptáveis, um áudio 3D que proporciona mais emoção em momentos perigosos e também podemos citar as vibrações do controle que dão uma imersão surreal ao jogador.
O brilho do PS5 Pro
É um dos jogos mais bem otimizados em lançamento que já tive o prazer de jogar. A minha experiência foi realizada em um PS5 Pro com o game atingindo 4K 60 FPS bem estáveis somado ao Ray Tracing ativado. É de fato algo que vai além do que o console promete em um título third party day one.

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