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Boa Leitura!

Review de No, I’m Not Human | PC

O sol está cada dia mais quente, monstros com aparência humana saem debaixo da terra e a sua casa é um dos únicos abrigos seguros para os sobreviventes. Cabe a você decidir quem pode entrar e quem deve ficar do lado de fora para morrer.

HISTÓRIA/PREMISSA

Inicialmente parte de uma trilogia de curtas de terror, No, I’m Not Human foi desenvolvido pela Trioskaz e lançado oficialmente em 2025. O jogo teve uma excelente recepção do público, o que permitiu ao criador expandir a história e transformar em um jogo completo. A narrativa mostra um mundo distópico onde os raios solares atingiram níveis extremos de calor, praticamente matando qualquer um que fique mais de alguns minutos no lado de fora. Além disso, surgem relatos de criaturas chamadas Visitantes, seres que saem debaixo da terra e possuem aparência semelhante a de humanos.

No, I’m Not Human coloca o jogador na pele de um homem solitário que vive em uma casa isolada da cidade, que acaba se tornando um abrigo para sobreviventes enquanto a situação do sol não se normaliza. Essas escolhas têm consequências, já que inicialmente, não é possível saber quem é visitante ou quem é humano. Por isso, todo cuidado é pouco.

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GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo se baseia em um ciclo de dois turnos: dia e noite. No início de cada dia, você recebe dicas no noticiário de sinais que indicam a diferença entre humanos e visitantes. Durante o dia, você pode conversar com os NPCs que estão na casa e descobrir mais sobre a história deles, além de checar sinais para saber se são humanos. Mas, vale ressaltar que caso alguém possua algum sinal indicado na TV, não significa necessariamente que ele seja um visitante. Então, não é possível apenas sair por aí matando todos que apresentem algum sinal de visitante na sua casa. É necessário estudar o contexto de cada personagem e reunir mais de um sinal para dar um veredito.

Já durante a noite, sua única função é atender a porta e decidir o destino dos sobreviventes.

Conforme os dias passam, novas mecânicas são introduzidas ao jogador, como o mini-game do rádio onde é necessário encontrar a frequência certa para, diariamente, conseguir ouvir dicas e notícias sobre a situação no mundo. Outra mecânica são os números de telefone adquiridos ao concluir objetivos específicos no jogo. Um deles sendo um Delivery que permite o jogador pedir um item uma vez a cada dois dias. As opções são variadas, podendo comprar: cigarro, energético, cerveja…

No, I’m Not Human me manteve tenso durante quase toda a gameplay, o misto de não poder confiar em ninguém e ao mesmo tempo necessitar deles para se manter vivo traz uma sensação de perigo constante.

Review de No, I'm Not Human | PC

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Um dos grandes acertos de No, I’m Not Human está na sua direção de arte. Os personagens e cenários parecem ser feitos a partir de colagens, com uma mistura de gráfico pixelado e low-poly em estética PSX. A paleta de cores esverdeada durante a noite é um charme a parte e tudo se encaixa muito bem. O fato de todos personagens apresentarem um ar de estranheza, todos parecem humanos, mas com características exageradas e diferentes, reforçam o vale da estranheza e mostram a artificialidade do universo.

O jogo também acerta em cheio ao não entregar tudo direto ao jogador. Cada personagem possui uma história que é contada aos poucos dia a dia, então, se ele morrer, o jogador nunca saberá a história completa. É necessário compreender muito bem cada possível sinal de visitante para não deixar o NPC morrer.

SOM

O design de som também impressiona. A trilha sonora reforça uma tensão constante, criando uma sensação de que você está sendo observado e julgado por todas as escolhas que fizer. As músicas se encaixam perfeitamente na temática do jogo, que retrata um planeta inteiro sendo devastado por algo desconhecido. Um destaque para música tema que, apesar de dar arrepios, fica preso na sua mente por muito tempo por ser extremamente viciante.

Review de No, I'm Not Human | PC

REPLAY E PLATINA

O jogo possui diversos finais, muita história escondida e personagens cativantes. Dá pra notar o carinho e cuidado que o desenvolvedor teve com os detalhes. Tudo parece ter sido pensado com atenção, e quanto mais você descobre, mais curioso fica em explorar mais sobre esse universo intrigante. Cada final possui requisitos: alguns são muito fáceis de alcançar, enquanto outros exigem critérios bem mais complexos, que talvez sem um guia seja bem difíceis de conseguir.

Review de No, I'm Not Human | PC


Sobre o 100%/Platina, é bem tranquilo de conseguir. Algumas conquistas vêm naturalmente durante a jogatina, enquanto outras podem ser obtidas rapidamente apenas lendo a descrição da conquista. Pra mim, as mais difíceis foram as relacionadas a todos telefonemas, todos finais e algumas que exigiam um RNG bem específico. No geral, levei algo em torno de 15 horas pra conseguir todas as conquistas.

PONTOS POSITIVOS

  • Trilha Sonora de arrepiar
  • Personagens diversos com histórias aprofundadas para conhecer
  • Tensão Constante
  • Múltiplos Finais
  • Gameplay simples, mas que prende

PONTOS NEGATIVOS

  • Rejogabilidade pouco variada
  • Dificuldade para alcançar alguns finais
PATÔMETRO
Conclusão
Eu sempre fui fã do horror, de histórias pós-apocalípticas e jogos de estratégia, então, No, I’m Not Human conseguiu juntar tudo isso em um único jogo de forma certeira. Era praticamente impossível eu não gostar. Se você também gosta de algum desses estilos, recomendo demais que jogue e experimente essa experiência única.
Notas do Visitante4 Votes
8.8
9
NOTA FINAL

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