Millennium Runners é um jogo que claramente nasceu inspirado por clássicos como Wipeout e F-Zero, apostando em corridas anti-gravidade, velocidade absurda e aquele visual sci-fi cheio de neon e pistas impossíveis. A proposta é simples e sedutora: escolher uma equipe, dominar circuitos futuristas e vencer o campeonato Millennium Cup pilotando naves que desafiam a física.
Depois de algumas horas correndo, experimentando modos diferentes e tentando extrair o máximo do jogo, fica claro que Millennium Runners tem potencial e boas ideias. Mas também fica evidente que ele ainda parece um projeto em evolução, com limitações que impactam diretamente a longevidade e a consistência da experiência.
HISTÓRIA/PREMISSA
O jogo não tem uma narrativa tradicional. O foco está totalmente na competição. Você escolhe uma equipe entre várias disponíveis e participa de corridas em cidades futuristas e circuitos fora do planeta, buscando se tornar o melhor piloto do campeonato.
Existe um modo carreira, além de corridas clássicas, Grand Prix e time attack, que servem como base da progressão.
Isso funciona bem no início. Existe uma sensação legítima de evolução conforme você aprende as pistas e melhora seus tempos. Mas ao mesmo tempo, falta um senso maior de propósito. Não há uma progressão narrativa, desbloqueios significativos ou elementos que criem apego ao mundo ou às equipes.
Você corre por correr. E depois de um tempo, isso começa a pesar.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Aqui está o ponto mais importante de Millennium Runners.
A primeira impressão é positiva. A velocidade é realmente alta e transmite aquela sensação clássica de corrida anti-gravidade. O controle das naves é responsivo e relativamente fácil de aprender. O jogo claramente tenta oferecer uma experiência arcade, focada em fluidez e reflexo.
Nas primeiras corridas, tudo funciona. Você sente a adrenalina, aprende as curvas e começa a entender como dominar o fluxo das pistas.
Mas conforme você continua jogando, começam a surgir limitações.
O principal problema é a falta de profundidade na física. A nave responde, mas não existe uma diferença marcante entre veículos. Independentemente da equipe escolhida, a sensação de pilotagem é muito semelhante. Isso reduz o impacto das escolhas e enfraquece a progressão.
Outro problema é o design das pistas. Algumas são interessantes, com curvas agressivas e variações verticais, mas muitas acabam parecendo genéricas depois de um tempo. Falta identidade mais forte entre elas.
O jogo também sofre com falta de variedade mecânica. Não existem sistemas mais complexos como upgrades significativos, gerenciamento avançado ou habilidades que mudem drasticamente a forma de correr. O loop acaba ficando limitado a correr, repetir e melhorar tempo.
Isso é divertido por algumas horas, mas não sustenta sessões longas.
A progressão é funcional, mas básica demais.
O modo carreira existe, mas não oferece variedade suficiente para se destacar. Você participa de corridas, desbloqueia novos eventos e continua avançando, mas não há uma sensação clara de evolução além de ficar melhor como jogador.
Falta um sistema mais robusto de recompensas. Desbloqueios são limitados e não criam aquele sentimento de “preciso continuar jogando para ver o que vem depois”.
Isso é especialmente perceptível após algumas horas, quando a experiência começa a se repetir.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Visualmente, Millennium Runners cumpre seu papel.
As pistas futuristas, cidades iluminadas e ambientes sci-fi são visualmente agradáveis e combinam com a proposta. O estilo é limpo e colorido, com estética que remete diretamente a clássicos do gênero.
A trilha sonora eletrônica também ajuda bastante a construir o clima de alta velocidade, funcionando bem como pano de fundo para as corridas.
Mas apesar disso, falta impacto visual mais marcante. Os cenários são bonitos, mas não marcantes. Poucas pistas realmente ficam gravadas na memória.
As equipes também existem mais como elemento estético do que como algo que afeta profundamente a experiência.
O jogo ainda mostra sinais claros de que precisa de mais refinamento.
A falta de conteúdo é o maior problema. Existem poucos modos realmente distintos e pouca variação na experiência geral.
Além disso, a repetição aparece rápido. O loop principal não evolui o suficiente para sustentar longo prazo.
Não é um jogo quebrado, mas também não é um jogo completo no sentido mais amplo.
PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS
Pontos positivos
🟢Sensação de velocidade convincente
🟢Controles acessíveis e responsivos
🟢Trilha sonora adequada e imersiva
🟢Base sólida para evolução futura
Pontos negativos
🔴Falta de profundidade na pilotagem
🔴Pouca diferença entre veículos e equipes
🔴Conteúdo limitado
🔴Progressão pouco recompensadora
🔴Repetição aparece rapidamente
🔴Pouca identidade nas pistas após várias corridas
🔴Bugs de “Fatal Error” que fecham o jogo
CONCLUSÃO
Millennium Runners é um jogo que claramente tem paixão pelo gênero anti-gravidade. A base está ali. O controle funciona, a velocidade é divertida e existe uma identidade clara inspirada em clássicos do passado.
Mas ele ainda parece incompleto como experiência de longo prazo.
O maior problema é a falta de profundidade e variedade. Depois do impacto inicial, o jogo não evolui o suficiente para manter o interesse por muitas horas. Falta conteúdo, falta progressão mais significativa e falta uma identidade mais forte nas pistas e nas equipes.
Não é um jogo ruim. Ele é funcional e pode ser divertido em sessões curtas. Mas ainda não alcança o nível que poderia atingir com mais refinamento e conteúdo.
É um projeto com potencial real, mas que ainda precisa crescer.
Patômetro
Nota Final - 55%
55%

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