O Patobah agradece a JanduSoft pela licença

Manairons é bom jogo de plataforma com fortes inspirações em clássicos do gênero. Sua trilha sonora é muito boa e seus gráficos cartunescos imprimem identidade. Contudo, problemas técnicos e na jogabilidade o impedem se ser mais do que uma diversão de fim de semana.
Sempre que começo um corpo de texto para uma análise me pergunto se fui muito cruel em sua introdução. Divagação desse seu crítico com certeza, mas, a realidade é que Manairons é um jogo que ao menos, diverte.
Em apuros. Ou não.
Você é um Manairó. Uma criatura mágica envolta em pactos de servitude, você é diferente. Digamos que Nai é um pouco… preguiçoso. Ou preguiçosa. O jogador pode escolher o gênero do personagem como quiser. Uma bruxa vem até você em mais uma de suas sonecas, com a notícia de que na verdade ela que te libertou da influência do artefato canudo deixando você com sua vontade intacta. Com ele em mãos, o dono de terras Llorenç industrializou o pequeno vilarejo de Vilamont gerando problemas e caos para seus moradores já que os Manairós não tem muito apreço pela tranquilidade .
Pula, agacha e bata com a flauta. Ah, você vai tocar músicas também!
Uma característica muito bacana do jogo é atrelar seus elementos de exploração usando as músicas tocadas por Nai. De plataformas musicais movidas a sua vontade até mover objetos o jogo consegue criar uma mecânica divertida sem ser apelativa. O problema é a execução dos elementos de plataforma.
Os pulos são imprecisos. Mesmo com um pequeno círculo mostrando onde vamos cair você vai errar muito, e muito mesmo. As vezes por falta de habilidade e isso é um fato, mas, a realidade é que em Manairons você vai cair muito mais pelo problema do jogo em ser impreciso ou o comando atrasar. Há problemas a resolver nesse departamento até no combate que poderia ser muito mais agradável se durante as lutas contra chefes Nai não ficasse parada sem reagir após completar combos. Ou simplesmente… Não fazer nada mesmo você apertando desesperadamente os botões. E o mesmo vale para os trechos onde você deve pular mais de uma vez ou se agarrar em cordas. Tudo tem que ser exageradamente preciso e contar com tentativa e sorte cansa até o mais paciente dos seres.
Ambientação é charmosa e batalhas contra chefes divertidas
Os gráficos do jogo são um pouco simples as vezes mas o aspecto cartunesco é muito bom. É como se estivéssemos jogando um livro interativo. As batalhas contra chefes me surpreenderam gerando momentos divertidos. As mecânicas para vencer os embates também é intuitiva e agradará a veteranos e casuais.
Música para os ouvidos
A trilha sonora é um ponto que gostaria de mencionar. Lembrando temas mais pitorescos o trabalho do time de áudio foi louvável. As músicas tocadas na flauta da pequena Nai ou os temas de batalha contra chefes se sobressaem. Os efeitos sonoros não acompanham e são mais simples. Nada que atrapalhe no entanto.


Crítico do patobah.com.br e apresentador do Patotícias no Youtube: @PatobahOficial
