HISTÓRIA/PREMISSA
Quando eu achei que já tinha visto de tudo no mundo dos roguelikes survivors, surge Machick 2 para me provar o contrário. Você já se imaginou controlando uma galinha mágica armada com varinhas insanas, enfrentando hordas de sapos famintos e chefões colossais em runs caóticas e imprevisíveis? Pois é exatamente isso que o jogo entrega — e de uma forma viciante.
Em Machick 2, a paz do galinheiro acaba quando um exército de sapos decide roubar as Relíquias Sagradas do Clucktheon, objetos cheios de poder que mantêm a ordem no mundo. No meio dessa confusão surge Machick, uma galinha comum que precisa se tornar guerreira para defender seu povo. Armada com varinhas e poderes mágicos, ela enfrenta ondas de inimigos cada vez mais fortes enquanto descobre a verdadeira razão por trás da guerra. Os sapos não querem apenas vencer, mas dominar toda a energia que dá vida às galinhas. A cada luta, Machick mostra que coragem pode vir de onde ninguém espera. No caminho, encara chefes gigantes, situações absurdas e momentos cheios de humor. A jornada mistura ação e comédia, mas também fala sobre resistir contra o impossível. No fim, Machick precisa provar que até uma simples galinha pode mudar o destino de todos.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Logo de cara, percebi que a grande estrela de Machick 2 não é apenas a galinha, mas a liberdade que o jogador tem de criar sua própria build mágica. As varinhas funcionam como peças centrais: você pode evoluí-las, fundir magias e liberar combinações que parecem impossíveis em um primeiro momento. Em uma das minhas runs, acabei juntando feitiços de fogo e gelo e criei uma explosão congelante que simplesmente derretia tudo pela frente. Em outra, foquei em dano em área e transformei o campo de batalha em um festival de luzes destrutivas.
Essa sensação de estar sempre experimentando algo novo é o que mantém o jogo fresco e imprevisível.
O sistema de progressão é viciante. Cada skill pode ser evoluída para formas mais poderosas, e ao longo das runs eu fui percebendo como cada decisão muda completamente o rumo da partida. É aquele tipo de jogo em que você diz “só mais uma run” e, quando percebe, já passaram horas.
O que mais me chamou a atenção foi o sistema de fusão de magias: aqui, o absurdo é regra. Você não só fica mais forte, como desbloqueia efeitos que realmente mudam a forma de jogar.
Durante o jogo, encontrei vários baús espalhados pelo mapa, e eles escondem acessórios malucos de universos paralelos. Além de darem bônus que mudam totalmente a estratégia (um deles me deixou praticamente imortal por alguns segundos quando levava muito dano), esses itens ainda deixam a galinha com um estilo único. É hilário ver sua personagem cada vez mais customizada, mas ao mesmo tempo letal.
Outro ponto alto é a caça aos fragmentos das Relíquias do Penanteão Galináceo. Quando consegui completar a primeira, levei-a para o campo de batalha e fiquei de boca aberta: o poder ancestral simplesmente obliterou os sapos em segundos. É um recurso que dá aquele ar épico às runs mais avançadas.
Se os sapos já são um desafio em massa, os Chefões são um capítulo à parte. Cada um deles é insano e realmente exige pensar bem no que você montou até ali. Morri diversas vezes aprendendo os padrões, mas quando finalmente derrotei meu primeiro Boss gigante, a sensação foi absurda. O jogo sabe como recompensar quem insiste.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
O jogo roda liso no PC. Com requisitos bem acessíveis, qualquer máquina razoável consegue encarar o caos mágico sem engasgos. A direção de arte é charmosa e caótica na medida certa, com magias que iluminam o campo de batalha e dão aquele prazer visual de estar destruindo tudo. Os cenários são coloridos e cheios de detalhes, criando uma atmosfera divertida até nos momentos mais intensos. Os inimigos têm designs exagerados e engraçados, que reforçam o estilo bem-humorado da aventura. Cada partida vira quase um show de cores e partículas, fazendo com que o caos seja não só desafiador, mas também bonito de acompanhar.

Olá, me chamo Adilson Roldão e sou apaixonado por video games, co-founder e Marketing Manager do Patobah
