O Patobah agradece a Nuntius Games pela licença e confiança em nosso trabalho.
Ghetto Zombies Graffiti Squad não chega pedindo atenção. Ele chega gritando, empurrando a porta e jogando zumbis na sua cara antes mesmo de você se sentir confortável. É um jogo que deixa claro desde o começo que aqui não existe espaço para passividade. Se você parar, morre. Se pensar demais, morre também.
A proposta é simples, mas executada com personalidade. Um cenário urbano tomado por mortos vivos e um(a) protagonista que resolve tudo com arma, tinta e movimento constante. Não é um jogo preocupado em te explicar demais. Ele quer que você entre no ritmo e sobreviva.
HISTÓRIA/PREMISSA
O mundo foi dominado por zumbis e o que sobrou são grupos tentando resistir enquanto preservam identidade e território. O grafite entra como símbolo dessa resistência, uma forma de marcar presença em um ambiente onde tudo tenta te apagar.
A história não é o foco e o jogo nem tenta fingir que é. Ela está ali para contextualizar o cenário e justificar o estilo. E isso é suficiente para sustentar a experiência sem atrapalhar o ritmo.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Ghetto Zombies é um shooter que vive de pressão constante. Não existe zona segura por muito tempo. Os combates acontecem em ritmo acelerado e exigem movimentação o tempo inteiro. Ficar parado atirando raramente é uma boa ideia.
As armas têm resposta rápida e passam uma sensação sólida ao disparar. Cada tiro tem impacto e o feedback visual ajuda bastante a entender o que está acontecendo mesmo quando a tela vira um caos completo. Não existe excesso de complexidade, mas existe responsabilidade. Você precisa escolher quando avançar, quando recuar e quando gastar recursos.
Os inimigos aparecem em quantidade e variam o suficiente para manter o jogador atento. Alguns pressionam diretamente, outros cercam, e essa combinação força decisões rápidas. Muitas mortes acontecem não por falta de habilidade, mas por excesso de confiança. O jogo pune erros de leitura de cenário com bastante eficiência.
O loop de gameplay funciona porque nunca deixa o jogador confortável demais. Mesmo quando você acha que dominou o combate, surge uma situação que exige adaptação. Em vários momentos me peguei improvisando rotas, usando o ambiente a meu favor e mudando completamente a abordagem no meio da ação.
Outro ponto positivo é que o jogo respeita o jogador. Ele não te segura pela mão nem tenta mascarar dificuldades. Cada derrota ensina algo novo, seja posicionamento, tempo de reação ou uso mais inteligente das armas disponíveis.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
A identidade visual é um dos maiores destaques. O estilo grafite não é apenas um detalhe estético, ele define o clima do jogo. Os cenários urbanos são coloridos, caóticos e cheios de personalidade, contrastando com a ameaça constante dos zumbis.
Esse exagero visual ajuda na leitura do ambiente e reforça o tom do jogo. Tudo parece sujo, vivo e em movimento. Não é realista, mas é coerente com a proposta. O mundo parece um grande mural em colapso.
PROS E CONTRAS
Pontos positivos
> Jogabilidade rápida e intensa, sem tempo para distrações.
> Combate responsivo que recompensa movimentação e leitura de cenário.
> Direção de arte marcante e com identidade própria.
> Ritmo constante que mantém a experiência sempre ativa.
> Sistema de upgrade funcional.
> Muitas opções de armas.
Pontos negativos
> Narrativa pouco desenvolvida, por tanto os personagens também.
> Os chefes poderiam ser diferentes na aparência e não apenas com padrões e ataques diferentes.

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