O Patobah agradece a Deep Silver pela licença
HISTÓRIA/PREMISSA
O jogo te coloca numa jornada para resgatar um ente querido e, nesse processo, revela segredos sobre uma terra marcada por magia antiga e paisagens inspiradas na Islândia. A narrativa me pegou por ser direta em sua motivação emocional, com personagens que têm motivos críveis para agir (não é necessariamente uma saga que reinventa tudo, mas entrega o que promete com personalidade).
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
O combate recebeu ajustes que importam de verdade para quem gosta de ação precisa, as ações estão confiáveis, animações foram retocadas e o feedback de acerto tem mais “peso” (quando você acerta, parece que acertou mesmo).
A progressão de equipamentos e personalização funciona bem (a edição trouxe mais opções), então me diverti testando builds diferentes entre ataques físicos e habilidades mágicas. Isso deixou a experiência menos linear, porque você consegue adaptar Ryn ao seu jeito de jogar. No meu caso, foquei mais no combate físico, mas notei que seria plenamente possível adaptar para magia, então é muito de gosto.
O jogo tem ajuste de dificuldade, então se quiser um desafio mais punitivo, acredite, o jogo lhe entrega isso, mas se quiser experiências mais casuais ou narrativas, você pode também. O mais impressionante do jogo são as paisagens e o desenrolar da história, então não importa a dificuldade, sua experiência final será a mesma, emocionante.
No geral, com o combate revisado, os cenários melhor acabados e as novas adições fazem essa edição realmente ser completa e entregar uma experiência muito sólida, o que não aconteceu com a versão anterior (base), que tinha sérios problemas técnicos.
Os combates são dinâmicos e você pode performar muitas habilidades e golpes com o tempo, os inimigos não são lá muito variados, mas faz sentido pelo enredo e pelas localidades. O jogo tem quebras de ritmo, dos combates ao puzzle e assim o ciclo se repete bastante, por sorte não fica repetitivo pois cada puzzle apresenta desafios e mecânicas diferentes.
Mas nem tudo é perfeito, o jogo tem algo que me chateia, que são as tais paredes invisíveis, diversos lugares são inacessíveis, mesmo que pareçam de fácil acesso. Eu prefiro ver rochas, árvores ou qualquer obstáculo no caminho, do que me deparar com uma dessas paredes, mas enfim, acho que isso é bem pessoal, além do mais, não é algo que vai atrapalhar na história.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Visualmente a Enhanced Edition brilha mais do que a primeira versão. Texturas, animações e efeitos de magia foram melhorados, e o resultado é um mundo com presença própria. Em termos técnicos, o jogo foi muito bem, apenas em alguns momentos as texturas demoraram um pouquinho para carregar e algumas paisagens bem longínquas pareciam deformadas.
A sonoplastia também reforça a atmosfera. A trilha alterna momentos introspectivos com temas mais intensos em combates, e os efeitos de impacto deixaram as lutas mais satisfatórias. Por fim, a interface recebeu pequenos ajustes que melhoram a clareza na hora de montar equipamentos e ver suas relíquias.
O jogo carece de melhores opções de acessibilidade, ficando restritas a meia dúzia de opções visuais e a escolha da dificuldade.

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