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Review de Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock

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O Patobah agradece a Blizzard Brasil pela licença de imprensa

26 anos. Essa é a idade de Diablo 2, um dos jogos mais jogados e comentados da chamada “era de ouro” do PC Gaming. Sim, o vovô dos ARPG continua vivo como nunca e cá estamos analisando um dos jogos que criou uma era de jogos de ação isométricos, em pleno 2026. Em 11 de fevereiro de 2026, a Blizzard anunciou e liberou “do nada”, uma nova classe para Diablo 2: Ressurected, o remaster do clássico jogo do ano 2000. O Warlock (ou o Bruxo, como prefiro chamar), uma nova classe, vem em uma expansão paga chamada “Reign of Warlock”, o primeiro conteúdo novo ao jogo em quase 25 anos.

Vale lembrar, que Reign of the Warlock faz parte de uma campanha publicitária para as comemorações do aniversário de 30 anos da franquia Diablo e mostra sua cara um pouco do lado do marketing, já que a classe Bruxo também chegará como uma nova classe em abril para Diablo 4, por meio da expansão “Lord of Hatred”. Por consequência e sem nenhuma coincidência, o Bruxo também vai chegar nos celulares, por meio de Diablo Immortal, em algum momento de 2026.

Agradeço à Blizzard pelo envio da chave de PC (Steam) para um grande fã da franquia, que não imaginou que estaria jogando Diablo 2, 20 anos depois.

PREMISSA

Reign of the Warlock é uma expansão que, apesar de não trazer nenhuma novidade, do ponto de vista de história, traz algumas coisas novas para a lore de Diablo 2 e possui algumas premissas interessantes, que enriquecem bastante o jogo. Apesar de alguns fãs considerarem o preço de 110 reais um pouco salgado para uma DLC que não apresenta um novo ato para a história do jogo, o Bruxo é uma nova classe completa com novas árvores de habilidades, uma vasta gama de itens específicos, linhas de voz inéditas (e em português brasileiro!) e efeitos visuais originais. Além disso, mudanças muito positivas foram feitas no jogo como um todo, como a adição de novas mecânicas endgame, algumas melhorias interessantes na interface e melhorias na chamada “qualidade de vida”. Se vale ou não o valor? Certamente vale para um fã do jogo, pois é muito honesta no que se propõe e rende uma nova campanha e um loop de endgame bem interessante, o que justifica gastar mais umas boas 50 ou 100 horas em um game de 26 anos atrás.

Review de Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock

Por que estou fazendo essa análise sobre o preço logo na premissa? Porque, como um grande fã da franquia Diablo, acho extremamente positivo que a Blizzard esteja escutando os fãs que apreciam a forma como os antigos Diablo eram feitos. Ainda que eu reconheça as qualidade e defeitos de Diablo 4, é um jogo que falhou em me cativar pelo seu componente online. E em um mundo, onde Path of Exile 2, rouba cada vez mais saudosistas dos “Diablos antigos”, é muito positivo que a Blizzard valorize os fãs das “antigas”, mesmo que seja uma DLC para um jogo de 26 anos atrás (lindamente remasterizado, diga-se de passagem). Do mesmo jeito que a Blizzard respeita o material original de World of Warcraft com o WoW Classic, a sensação de jogar o Diablo 2 de 2000 é a mesma de antigamente, mas com os confortos de UI, controles, gráficos e tradução da nova geração. Para os puritanos, ainda é possível aproveitar o jogo em sua forma original e evitar melhorias modernas como a possibilidade de empilhar gemas e ter um filtro para o loot.

Como eu disse antes, o Bruxo também mexe com algumas bases da lore da franquia, porque combina com a gameplay tradicionalmente mais “dura”, em comparação os jogos mais recentes. O Bruxo de Diablo 2 é um invocador de demônios, que também pode concentrar sua energia e magias em fogo, afagando o ego dos que amam uma “power trip” de destruição de criaturas demoníacas (olha só!) contra demônios. Do ponto de vista de lore, fiquei extremamente curioso para entender como a magia dos Bruxos vai evoluir quando a classe chegar para Diablo 4 e Immortal, uma vez que a história dos Bruxos influencia os eventos da lore geral e interconectada da franquia mais demoníaca da Blizzard. Infelizmente, fiquei na curiosidade, porque sinceramente, esperava que iriam explorar um pouco melhor esse aspecto.

Review de Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Em relação à jogatina, a primeira coisa que eu preciso dizer é: como o Bruxo é forte!

A primeira coisa que fiz, após jogar algumas horinhas com o Bruxo, foi testar as outras classes de Diablo 2 para ter certeza de que 20 anos de diferença não destruíram a minha percepção sobre um jogo que deva eu ter, talvez, mais de 500 horas somadas. E não, a minha percepção estava certa… O Bruxo é a classe mais forte (e dá pra se dizer “mais fácil”) do começo do jogo e a diferença é perceptível, principalmente nos levels mais baixos.

O Bruxo possui 3 caminhos em que pode especializar ou misturar as suas habilidades: invocador de demônios, conjurador de fogo e lutador corpo a corpo, que vai se utilizar de armas levitadas e magias de armadura para ir direto para a porrada.

Durante a minha jogatina, preferi me especializar no conjurador de fogo, que possui 2 habilidades muito fortes, que me “carregaram” do começo ao fim: “anel de fogo” e “apocalipse”. Mesmo nas áreas mais difíceis e inimigos que possui imunidade à fogo, a habilidade Apocalipse dá um jeito de retirar a imunidade e tirar a vida de inimigos flamejantes com um fogo mais quente ainda.

E veja, eu estaria mentindo se dissesse que a sensação não é boa. Ainda que jogar dessa forma, peça um certo “farm” de poções de mana, a sensação de sair queimando demônios com um fogo etéreo é muito legal.

Isso é um problema e deixa o jogo mais fácil do que a experiência original? De certa forma sim, mas como eu mencionei antes, os puritanos de Diablo 2 ainda podem se divertir da forma que o jogo foi projetado originalmente. E sinceramente? É muito bom ter a possibilidade de utilizar uma classe para passar mais rápido pela campanha e testar as diferentes builds do final do jogo, que é a parte mais divertida de toda a jornada, no final das contas.

Review de Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock

Para todo o resto, Diablo 2 continua sendo Diablo 2: um excelente jogo, que sobreviveu ao passar das décadas e ainda continua mais relevante do que muitos RPG de ação isométricos. A quantidade de jogos que já tentaram enterrar a franquia Diablo são inúmeros, mas é muito interessante ver que a Blizzard ainda é capaz de entregar um pouco conteúdo, se importa com o seu jogo e colocou carinho no desenvolvimento do Bruxo, que encaixa perfeitamente com a temática da gameplay e com a lore geral da franquia.

Diablo 2 é um fenômeno por um motivo: é bom e não é pouco bom, é muito bom! Os gráficos da versão Resurrected ficaram no ponto de passar a nostalgia sem exagerar, a iluminação como mecânica de gameplay continua genial, a trilha sonora é atmosférica, repreensiva e “pega fogo” nos momentos certos, os bosses são exemplares e satisfatórios de derrotar e o loot recompensa o jogador, apelando para a dopamina mais prazerosa que existe.

Apreensão, dificuldade, curiosidade, surpresa pelo bizarro, recompensa pelo loot e otimização de build. Esse é o “loop” de gameplay que Diablo 2 criou e muitos outros jogos copiaram. O vovô dos ARPG continua forte, como nunca.

Por fim, não tive quaisquer problemas técnicos ou bugs que valham a pena ser mencionados.

Pontos Positivos

Conteúdo novo após 25 anos

– Inclusão de uma classe nova e completa

– Muito respeito ao material original

– Bruxo divertidíssimo de jogar, principalmente para os amantes de “power trips

– Variedade de Builds muito boa

Bruxo pode ser considerado overpowered

Pontos Negativos

Bruxo pode ser considerado overpowered

– Preço ligeiramente salgado

PATÔMETRO
Conclusão
Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock é uma aula sobre como respeitar o material original de um jogo quase ancião (mas que ainda possui muita qualidade), ao mesmo tempo que se faz inovações sem perder a mão. Traz diversão por muitas horas, incita o jogador antigo a revisitar a excelente campanha e história de Diablo 2, enquanto faz os jogadores se animarem por testarem uma nova classe, que foi pensada e executada com muito carinho. Alguns podem achar o Bruxo muito forte, mas o balanço é mais positivo que negativo, considerando o contexto geral de Diablo 2. Estou ansioso para ver o que a Blizzard reserva para o futuro do Bruxo em Diablo, mas pelo preço, ainda esperava ver um pouco mais de conteúdo, no que diz respeito à história e lore, assim como a Blizzard faz em Diablo Immortal, Diablo 4 e World of Warcraft.
Notas do Visitante3 Votes
9.6
9
NOTA FINAL

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