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Review de Deepest Trench | Xbox

O fundo do mar sempre foi um dos cenários mais enigmáticos e aterrorizantes para os videogames. A imensidão azul, a pressão esmagadora e o isolamento criam a atmosfera perfeita para um jogo de sobrevivência. Recentemente, tive a oportunidade de explorar as profundezas de Deepest Trench, um título de aventura e ação que foca intensamente na dinâmica de equipe e na gestão de recursos em um ambiente hostil.

Entre o Burnout e o Dever: A Narrativa

Em Deepest Trench, assumimos o papel de um mergulhador profissional que claramente já viu dias melhores. O jogo começa estabelecendo um tom humano: Onde você está tentando se recuperar de um quadro de burnout, buscando o relaxamento necessário para recompor sua saúde mental. No entanto, o dever chama de forma inevitável.

Um oficial da Marinha o convoca para uma missão crítica em instalações submarinas. Embora o enredo seja envolvente, há um ponto de atenção importante para o público brasileiro: o game não possui legendas em PT-BR. Isso exige que o jogador tenha uma compreensão básica de inglês para captar os detalhes dos diálogos e objetivos, o que pode ser uma barreira para alguns.

Gameplay: Onde a Parceria é a Chave

O grande trunfo de Deepest Trench não reside na sua complexidade mecânica, mas sim no seu design focado em cooperação. Embora possa ser jogado solo, a experiência foi claramente desenhada para o Co-op.

A jogabilidade se resume em explorar instalações submersas e efetuar reparos vitais. A dinâmica de puzzles ambientais é constante: muitas vezes, você e seu parceiro devem agir em sincronia como puxar alavancas simultaneamente ou dividir tarefas para abrir portas pressurizadas.

A tensão é alimentada por dois fatores principais:

> Gestão de Oxigênio: O monitoramento constante do seu tanque é vital. Ficar sem ar não é apenas um risco, é uma certeza se você não se organizar com seu parceiro.

> Predadores Naturais: A presença de tubarões que podem persegui-lo em momentos específicos adiciona uma camada de adrenalina, transformando o que seria um simulador de reparos em um jogo de sobrevivência tenso.

Estética e Performance Técnica

Na parte técnica, Deepest Trench apresenta um contraste curioso. Notei que os gráficos durante o gameplay são superiores aos das cutscenes. Enquanto as cenas de corte parecem um pouco datadas, a ambientação “dentro do jogo” consegue transmitir bem a sensação de claustrofobia das estações submarinas.

O som e a trilha sonora cumprem seu papel, mas sem grandes destaques, o que reflete a nota que atribuí ao setor. O desempenho técnico, por outro lado, é sólido. O jogo roda bem, sem quedas bruscas de frames, garantindo que a precisão necessária para os puzzles não seja prejudicada por falhas do sistema.

Veredito

Deepest Trench é uma experiência de nicho que brilha quando jogada com um amigo. Ele não tenta reinventar a roda ou entregar gráficos de última geração, mas foca em entregar um “loop” de gameplay cooperativo funcional e desafiador. Se você busca um título para exercitar a parceria e gosta da temática de sobrevivência sob pressão, vale o mergulho.

Nota Final - 60%

60%

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