Recentemente, mergulhamos no universo sombrio de Death Relives, o mais novo título de terror e sobrevivência da Nyctophile Studios. O jogo, que se apoia em uma instigante temática asteca, promete entregar horas de tensão e jogabilidade desafiadora. Após testar a fundo, compartilho aqui uma análise detalhada, examinando onde o game brilha e onde sua ambição pode tropeçar.
INTRODUÇÃO
Death Relives se destaca imediatamente por sua escolha temática. Em um gênero saturado por clichês ocidentais, a incursão na mitologia asteca é, de fato, um acerto notável [00:06]. A premissa nos coloca na pele de Adrian, um adolescente cuja jornada se transforma em pesadelo quando sua mãe é levada por uma entidade sobrenatural [01:21]. Essa perseguição o arrasta para uma mansão sinistra, onde o verdadeiro antagonista é revelado: Xipe Totec, o poderoso deus asteca, em busca de sacrifícios [01:28].
Enquanto a escolha do vilão é refrescante, o enredo de Adrian, centrado na busca por um ente querido, adota uma estrutura narrativa familiar no terror. O sucesso da imersão dependerá de quão profundamente o estúdio consegue entrelaçar o drama pessoal de Adrian com o peso e o horror autêntico da lenda de Xipe Totec.
PERFORMANCE E VISUAL
Tecnicamente, o jogo surpreende, especialmente para um título independente. Os gráficos são, inegavelmente, um “show à parte” [00:28]. A ambientação e a qualidade da textura contribuem para uma atmosfera coesa e opressiva.
No Xbox Series X, o desempenho é “sensacional” [00:38]. Tive a oportunidade de jogar no modo equilibrado, que, de forma louvável, mantém a performance estável em 60 quadros por segundo (FPS) [00:52]. Essa fluidez é essencial para um jogo baseado em perseguição e reflexos rápidos. A existência dos modos Desempenho, Qualidade e Equilibrado [00:45] mostra a dedicação em otimizar a experiência, garantindo que o visual elogiado não comprometa a jogabilidade.
MECÂNICAS E TENSÃO
A jogabilidade de Death Relives é construída sobre os pilares clássicos do terror de sobrevivência, mas com adições intrigantes. As mecânicas centrais envolvem fugir, esconder-se e resolver enigmas [01:37]. No entanto, o jogo introduz elementos que buscam intensificar a pressão:
> O Batimento Cardíaco: O sistema de manter o batimento cardíaco estável para não alertar o inimigo é uma das inovações mais interessantes [02:06]. Isso transforma o ato de se esconder em um minigame de gestão de ansiedade, forçando o jogador a controlar não apenas a posição, mas também o seu próprio estado emocional in-game. A questão crítica aqui é se essa mecânica se mantém envolvente ou se torna uma camada de microgerenciamento frustrante em momentos de perseguição extrema [03:09].
> O Save Diferenciado: O jogo conta com um “save game diferenciado e extremamente essencial” [02:46]. Em geral, no gênero, isso indica um sistema de salvamento manual e limitado, o que é um ponto positivo para a tensão, mas que pode punir jogadores menos pacientes ou que apreciam um ritmo mais livre.
> Combate: A menção a um “modo de combate muito interessante e bem diferenciado” [03:24] levanta uma questão crucial. Títulos de survival horror focados em fuga (como Outlast ou Amnesia) geralmente evitam o combate para aumentar a vulnerabilidade. Se o combate de Death Relives for muito eficaz, ele corre o risco de enfraquecer a “extrema perseguição intensa” [03:09] que o jogo promete. O equilíbrio entre o fleeing e o fighting precisa ser delicadamente calibrado.
O efeito sonoro merece aplausos especiais [02:57]. A atenção aos detalhes, como o barulho de Adrian pisando em cacos, que alerta a divindade [03:01], é fundamental para manter a tensão palpável e transforma o som em uma mecânica de jogo vital.

PUZZLES
Um dos pontos mais enfatizados é a presença de muitos, muitos puzzles [03:48, 03:57]. Enquanto a busca por itens para resolver enigmas e abrir portas [02:15] é padrão no gênero, a grande quantidade de quebra-cabeças sugere que Death Relives se inclina fortemente para o lado da resolução de mistérios, tanto quanto para o terror de perseguição.
Para os entusiastas de puzzles, isso é um prato cheio. Contudo, essa densidade pode ser um ponto de crítica para quem busca uma experiência de terror mais pura e ininterrupta. Se os puzzles forem complexos demais ou mal integrados, eles podem quebrar o ritmo da narrativa e diminuir a sensação de ameaça constante imposta por Xipe Totec. A promessa de que o “mundo dos mortos” também será “bem interessante” [04:00] sugere que os enigmas podem ter um palco visualmente rico.
CONCLUSÃO
Death Relives é, sem dúvida, um jogo “incrível” [04:25] que cumpre a promessa de entregar muita hora de gameplay com tensão e diversão [04:30]. A Nyctophile Studios acerta ao explorar a rica mitologia asteca, oferecendo um respiro estético no gênero de terror. A performance no Xbox Series X é exemplar, e o design de som é mestre na criação de atmosfera.
No entanto, o título exige uma avaliação crítica de suas mecânicas: a inovação do controle de batimento cardíaco é bem-vinda, mas o desafio está em sua execução. Da mesma forma, a abundância de puzzles, embora seja um mérito em si, pode ser o fator que definirá se o jogo será um clássico de sobrevivência ou uma experiência de terror ocasionalmente interrompida pela busca por uma fechadura ou um item.
Para quem aprecia um terror que exige tanto inteligência para resolver enigmas quanto nervos de aço para fugir de um deus ancestral, Death Relives é uma recomendação sólida. Prepare-se para ser caçado.
O jogo está disponível para diversas plataformas, incluindo Playstation, Xbox e PC.
Nota Final - 71%
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Review de Jogos / Criador de Conteúdo
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