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A proposta do game é clara desde o início: um dungeon crawler por turnos inspirado em jogos de tabuleiro clássicos, onde você controla um pequeno grupo de heróis explorando masmorras enquanto tenta derrotar um feiticeiro maligno (um verdadeiro clichê).
A versão remasterizada promete trazer melhorias visuais e ajustes na experiência original. Mas depois de jogar por um bom tempo, a impressão que fica é que o jogo continua muito preso ao passado, tanto nas qualidades quanto nos defeitos.
Premissa
A história de Dark Quest é simples e direta.
Um poderoso feiticeiro construiu uma masmorra sob a vila de Darkwood e suas criaturas (lacaios) estão espalhando terror pela região. Um pequeno grupo de heróis decide ir até o covil para acabar com a ameaça.
Não espere narrativa profunda, nem diálogos marcantes ou personagens complexos. A história existe mais como contexto para a exploração da dungeon, e é isso.
Esse tipo de simplicidade funciona até certo ponto, porque o foco está na estratégia e nas batalhas. Mas em um jogo relativamente longo, a falta de desenvolvimento narrativo começa a pesar após umas 4 ou 5 sessões, a menso que você realmente só queira jogar pela estratégia, e não pelo contexto de RPG de tabuleiro que está implícito.
Jogabilidade
A base da jogabilidade é combate tático por turnos em mapas divididos em salas e corredores. Você controla um grupo de até três personagens, cada um com habilidades próprias e claro, há formas de melhora-los, e depende do dinheiro que você saqueia no decorrer das dungeons.
Entre as expedições na dungeon, você pode voltar à vila para comprar itens, armas e feitiços.
Esse sistema funciona como um hub de progresso básico. Você coleta ouro nas masmorras e usa esse dinheiro para fortalecer seus personagens.
É funcional, mas bastante simples.
Não existe grande variedade de equipamentos ou builds complexas para os personagens. Isso reduz a sensação de personalização e faz com que a progressão pareça mais linear do que deveria.
Nas batalhas, cada turno exige planejamento. Movimento errado pode colocar seu personagem em posição vulnerável e resultar em derrota rápida.
Isso cria momentos interessantes de estratégia, especialmente nas primeiras horas.
O problema é que a profundidade tática é menor do que parece.
Apesar de ter classes diferentes, muitas batalhas acabam se resumindo a mover, atacar e repetir. As habilidades alternativas existem, mas não são suficientes para transformar completamente a forma como cada combate acontece.
Outro elemento do jogo é o chamado Skull of Fate, um sistema que introduz eventos aleatórios controlados pelo feiticeiro. Em teoria isso adiciona imprevisibilidade à aventura. Na prática, esses eventos podem parecer mais punitivos do que interessantes. Em alguns momentos eles quebram o ritmo do jogo sem oferecer escolhas realmente estratégicas.
Agora falando sobre o ritmo.
Aqui está um dos maiores problemas do jogo.
Dark Quest Remastered pode se tornar repetitivo rapidamente.
As missões seguem estrutura parecida, os inimigos se repetem e as batalhas acabam usando as mesmas estratégias várias vezes.
Isso não seria um problema se o jogo oferecesse sistemas mais profundos de progressão ou combate. Mas como essas mecânicas são relativamente básicas, a repetição aparece cedo.
Direção de arte
A versão remasterizada melhora o visual em relação ao jogo original, mas ainda é um título bastante simples.
Os mapas lembram tabuleiros de jogo de mesa, com peças posicionadas em salas e corredores. Isso reforça a inspiração em jogos como HeroQuest.
O estilo visual tem charme, principalmente para quem gosta dessa estética de board game digital. Mas tecnicamente ele é bastante limitado.
As animações são simples e os inimigos têm pouca variedade visual. Depois de algumas horas você começa a perceber repetição frequente nos mesmos modelos.
Pontos positivos
🟢Combate por turnos fácil de entender;
🟢Boa inspiração em jogos de tabuleiro clássicos;
🟢nterface simples e acessível;
🟢Estrutura de dungeon crawler clara e funcional;
Pontos negativos
🔴Profundidade estratégica limitada;
🔴Sistema de eventos aleatórios nem sempre funciona bem;
🔴Variedade de inimigos pequena;
🔴Progressão de personagens pouco interessante;
🔴Repetição frequente de batalhas e mapas;

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