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911: Prey é um jogo de terror em primeira pessoa desenvolvido e publicado pela Euphoria Games, lançado em 16 de agosto de 2023. O jogo está disponível para PC, celulares (Android e iOS) e agora chega para Nintendo Switch.

“Um “gato e rato” dinâmico e interessante”

PREMISSA/NARRATIVA

Em 911: Prey, você assume o papel de um adolescente sequestrado por um canibal maníaco. Seu objetivo é explorar a casa assustadora do sequestrador, resolver quebra-cabeças e encontrar itens que auxiliem na sua fuga, tudo enquanto evita ser capturado novamente. O jogo enfatiza a necessidade de cobrir seus rastros para não levantar suspeitas do maníaco.

POSSÍVEIS INSPIRAÇÕES

Dado o tema do jogo e a persona do protagonista, é fácil dizer que o jogo é bastante pesado para algumas pessoas, temas de sequestro, prisão domiciliar e esse tipo de terror em que uma ameaça é muito mais imponente física e psicologicamente que o a vítima geralmente tende a fornecer muita tensão pra quem consome essas obras.

Tendo isso em mente, ao jogar 911 prey fica impossível não lembrar de filmes ou séries que possuem temas semelhantes, como por exemplo a série da Netflix “THE O.E” que em sua primeira temporada mostra como várias vítimas do mesmo sequestrador conseguem se ajudar para uma delas conseguir escapar e conseguir ajuda. A posteriori a série aborda questões que tendem para o sobrenatural, mas a temática inicial lembra bastante o jogo.

Jogando esse game também me lembrei de filmes como Run, também da Netflix, em que uma jovem cadeirante começa a desconfiar das intenções de sua mãe superprotetora e percebe que está vivendo em uma espécie de prisão domiciliar.

Lembrei também de O Quarto do Pânico, filme de David Fincher, em uma mãe e uma filha que se mudam para uma casa em Nova York equipada com um “quarto do pânico”, uma espécie de bunker que funciona como um refúgio seguro projetado para proteger os moradores em caso de invasão. Ironicamente, na primeira noite na nova casa, três homens invadem a casa em busca de uma fortuna escondida justamente no quarto do pânico. o Filme se desenrola em cima desse contexto e é cheio de tensão.

Mas o jogo também possui uma estética visual que lembra filmes como jogos mortais e o massacre da serra elétrica (esse em especial por conta de o antagonista também usar uma máscara), com uma fotografia sombria e uma ambientação suja, podre e velha, causando uma agonia desde a sua primeira tentativa de escapar.

E um último ponto a ser frisado nesse contexto de ambientação é o ótimo trabalho de dublagem do antagonista do jogo, Frank, possui uma dublagem que consegue transmitir muito bem a mente doentia do antagonista do jogo, que apesar de ter uma movimentação robótica e animações simplórias, consegue ainda causar medo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo possui mecânicas simples de puzzle, como está em 1 pessoa, você basicamente se movimenta e cata itens que podem ser usados a posteriori, além de ser preciso explorar o máximo possível em silêncio e deixar tudo como estava para não ser descoberto.

Não é meu estilo favorito de gameplay, porém entendo que é uma proposta que casa muito bem com o gênero que o jogo se propõe a executar. Então tem-se uma jogabilidade simples e operante que casa muito bem com a proposta do jogo, ponto muito positivo.

Apesar disso, depois de um tempo fica um pouco desgastante ficar testando as opções que podem ou não funcionar para tentar escapar da casa, admito que assisti várias vezes as cutscenes do garoto Jacob sendo pego e chegou a ser cansativo pra mim, contudo, isso diz mais sobre a minha familiaridade com esse tipo de game do que sobre a qualidade desse game em específico. Jogadores mais experientes do gênero podem se sair muito melhor que eu.

Demorei cerca de 3 horas para conseguir enfim escapar e terminar o game, mas pessoas mais experientes podem conseguir essa façanha na metade do tempo com tranquilidade, porque no Steam o jogo possui avaliações “verdinhas”, com 85% dos usuários avaliando o jogo de forma positiva. Jogadores elogiaram a atmosfera e os elementos de terror, embora alguns tenham mencionado a curta duração como um ponto negativo, destacando minha inabilidade.

É preciso dizer também que em toda a campanha não tive nenhum bug ou desempenho ruim do jogo que roda perfeitamente. ponto muito positivo.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Talvez o ponto mais baixo de Prey sejam seus gráficos muito simplórios, porque apesar de operantes, em alguns momentos podem causar um afastamento por quem não conseguir realizar a suspensão de descrença, além disso, creio que esse é um dos poucos casos em que gráficos mais realistas seriam muito mais bem vindos que gráficos estilizados, como é o caso, aumentariam a sensação de terror que já é alta, porém, é compreensível que o estúdio opte por esse modelo por ser mais fácil e barato de se trabalhar.

Se os gráficos deixam a desejar a trilha sonora e design de som dão um show à parte, porque apesar de simples se saem muito bem sempre que precisam aparecer, fora que ouvir os passos do antagonista causa uma sensação de urgência, muito bem vinda nesse game.

CONCLUSÃO

911: Prey é um jogo que se localiza em uma temática sensível e pesada que já foi explorada de diversas formas em mídias diferentes, e por conta disso talvez exista tantas inspirações palpáveis em relação ao jogo.

Porém, mesmo sendo simplório o jogo consegue entregar uma ótima ambientação em suas limitações e uma gameplay bastante operante, se destacando em um gênero bastante nichado como o terror. Destaca-se o trabalho incrível de dublagem e a ótima trilha sonora e design de som que complementam muito bem a estética do game.

Recomendo fortemente pra quem gosta do gênero de Terror, principalmente esses jogos mais voltados para o “hide and seek”, esse jogo de “gato e rato” que proporciona dinâmicas interessantes e mecânicas.

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