A Capcom não está para brincadeira. Em pleno 2026, Resident Evil: Requiem chega não apenas como um título obrigatório para os fãs, mas como a prova definitiva do poder da nova geração de consoles. Tive a oportunidade de vivenciar essa jornada do início ao fim no PlayStation 5 Pro, e o resultado é, simplesmente, incrível.
Esta não é apenas mais uma sequência; é uma carta de amor aos fãs, unindo o terror visceral que amamos com uma performance técnica que redefine o que esperamos de um console de nova geração.
PSSR2 e Ray Tracing: O Futuro é Agora
Se você tem dúvidas sobre o poder do PS5 Pro, Resident Evil: Requiem acaba com todas elas. A implementação do PSSR2 (PlayStation Spectral Super Resolution) entrega uma imagem nítida, estável e com uma clareza impressionante em 4K, mantendo um desempenho sólido.
Mas o grande destaque fica por conta do Ray Tracing. A iluminação é surreal. É possível notar a diferença drástica na modelagem dos personagens e cenários. Um detalhe que me impressionou demais foi o cabelo da protagonista Grace: a forma como a luz reage aos fios é um salto gráfico absurdo, elevando a imersão a outro nível.
Gameplay Imersivo: Grace vs. Leon
A Capcom acertou em cheio ao criar experiências distintas para seus protagonistas.
- Grace Ashcroft: A novata sente o peso da situação. Como amadora, sua movimentação é mais cautelosa. O detalhe de ver sua mão tremer ao segurar uma arma é genial e reforça a tensão constante do survival horror.
- Leon S. Kennedy: O agente profissional está no seu auge. Leon é extremamente agressivo e habilidoso, com movimentações que demonstram confiança e experiência em combate contra BOWs.
Os modos em primeira e terceira pessoa funcionam perfeitamente. Em terceira pessoa, as novas animações de movimentação são realistas. Tentar fugir de um monstro com a Grace pode resultar em tropeços e quedas, tornando a experiência de fuga muito mais desesperadora e crível.
Um Presente para os Fãs da Franquia
Além do aspecto técnico, Requiem é uma verdadeira celebração. O jogo está recheado de elementos que trazem recordações nostálgicas de títulos clássicos da franquia. A ambientação mistura o terror psicológico de RE7 com a ação frenética de RE4, tudo polido com a maestria da RE Engine.
Com dois finais distintos baseados nas suas escolhas no clímax da história, a rejogabilidade é garantida.

O Som do Terror: Áudio 3D e Imersão
Não é apenas o visual que impressiona no PS5 Pro. O design de som em Resident Evil Requiem utiliza o motor de áudio Tempest para criar uma atmosfera sufocante. Jogando com a Grace, cada estalo de madeira ou som de passos ao longe parece vir de uma direção específica, o que aumenta a necessidade de usar o fone de ouvido para não ser pego de surpresa. A respiração ofegante da protagonista quando está com pouca vida é um detalhe sonoro que complementa perfeitamente a sua mão trêmula na jogabilidade.
Vale o Investimento no PS5 Pro?
Muitos se perguntam se o upgrade para o modelo Pro justifica o investimento para jogar títulos como este. Após terminar a campanha, a resposta é um sonoro sim. A estabilidade de frames mesmo com o Ray Tracing no máximo e o tempo de carregamento praticamente inexistente graças ao SSD otimizado tornam a experiência fluida. A Capcom estabeleceu aqui um novo padrão de otimização que esperamos ver em outros grandes lançamentos de 2026.

Veredito do Paganotti
Resident Evil: Requiem mostra que, quando há empenho máximo de um estúdio em um projeto, os consoles de nova geração podem entregar experiências visuais e de jogabilidade que beiram a perfeição. É um jogo indispensável para amantes de survival horror e um marco para a Capcom em 2026.
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Review de Jogos / Criador de Conteúdo
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