Primeiras Impressões — Daredevil: Born Again (Temporada 2, Episódio 1)
O primeiro episódio já abre com dois pés no peito, sem pedir licença. Logo de cara vemos nosso amigo chifrudo, o Daredevil, invadindo um cargueiro de forma mais silenciosa, algo que combina muito com o estilo do novo traje.
Diferente da primeira temporada, onde o pico de ação veio logo no primeiro episódio e depois só voltou com força no final, aqui já dá pra sentir outra abordagem. Essa segunda temporada chega com uma vibe mais próxima da fase da Netflix, intensa logo que começa.
Outro ponto interessante é que a história não segue diretamente como uma continuação imediata. Já começamos com o protagonista em atividade há algum tempo, causando problemas constantes para o Wilson Fisk.
No final do episódio 9, “Direto para o Inferno”, vimos o Matt Murdock disposto a invadir uma base cheia da milícia do Fisk, a AVTF. Mas ali entra a voz da razão: a Karen Page consegue fazer nosso vermelhão recuar e pensar com estratégia.
E é exatamente isso que vemos aqui.
Matt agora está muito mais calculista. Dado como desaparecido após levar o tiro protegendo o próprio Fisk da fúria do Bullseye, ele atua nas sombras, praticamente como um “morto em atividade”.
A dinâmica com a Karen evoluiu muito bem:
Ela investiga, reúne informação, bem na pegada da fase Netflix. Ele age no físico, sabotando operações
Aqui tem estratégia, confiança e maturidade. Se você lembra da sensação da fase da Netflix, sabe que Hell’s Kitchen sempre teve aquele ar sujo, onde você nunca sabe o que está acontecendo por trás da fachada.
E aqui… isso voltou com força.
A sensação é que tudo pode dar errado a qualquer momento. A ideia de “lei marcial” pesa, e só por esse início já dá pra ver que New York City tá em um estado crítico.



E o mais importante: você teme pelos personagens.
Porque nessa série… ninguém tá seguro.
De Rei do Crime a prefeito… o quão podre o sistema precisa ser pra colocar alguém assim no comando?
O Wilson Fisk continua sendo o pilar da série. Nada de vilão descartável, aqui o negócio é construção, e estão fazendo isso muito bem com ele.
Mesmo com Matt “morto”, Fisk sabe que o Daredevil ainda está ativo. E tudo gira em torno do jogo de poder e das aparências. A AVTF agora tem liberdade pra caçar vigilantes, o que só aumenta a opressão. E ainda temos a introdução de uma nova ameaça misteriosa ligada aos Fisk.
Ou seja… o buraco é mais embaixo. Na parte de ação, a série continua entregando muito.
A simbologia do demônio aparece forte, com sombras e enquadramentos clássicos do Daredevil. Tem cena de luta com fratura exposta que é brutal e muito bem construída.
O uso do “radar” do Matt Murdock evoluiu bastante: o jogo de som e câmera faz você praticamente “sentir” o que ele sente.
A invasão do cargueiro lembra Captain America: The Winter Soldier, só que aqui é tudo mais cru: é o Matt sozinho.
E um detalhe interessante: parece que ele desenvolveu um certo trauma com batimentos cardíacos, o que pode trazer um lado psicológico forte nessa temporada.
No geral, pra um primeiro episódio, me deixou hypado. Se lá atrás, na era Netflix, eu tentei assistir duas vezes e larguei por conta do ritmo… aqui foi o contrário: assisti e nem senti o tempo passar.
Essa temporada tem tudo pra ser melhor que a anterior.
O que mais me empolgou foram os desdobramentos envolvendo pessoas próximas ao Matt, principalmente nossa psicóloga, que eu não curtia muito antes, mas agora começo a gostar mais por conta dos acontecimentos e de uma possível raiva mais evidente contra vigilantes.
Acredito que a série vai manter esse nível. E recomendo acompanhar desde já pra entrar no hype, até porque tudo indica que podemos ver um novo uniforme em breve… e possivelmente o melhor.
E ainda tem mais: durante o lançamento dos episódios, já estão rolando gravações da terceira temporada no Brooklyn.
Como fã, só fica a frustração de não ter acesso antecipado… porque a animação aqui não é brincadeira.
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Fã número 1 de Demolidor, leitor ávido de quadrinhos e nas horas vagas lutador de Muay Thai
