A Crunchyroll confirmou presença na South by Southwest 2026, em Austin, no Texas, com uma programação voltada a discutir o crescimento do anime como fenômeno cultural global.
A SXSW sempre foi um ponto de convergência entre cinema, música, tecnologia e inovação. Agora, o anime não está apenas participando da conversa — está reivindicando espaço como protagonista.
Prévia exclusiva de Sekiro em versão anime
O destaque da programação será uma prévia exclusiva de Sekiro: No Defeat, adaptação inspirada no universo de Sekiro: Shadows Die Twice, da FromSoftware.
A produção reimagina o jogo como um anime totalmente desenhado à mão, adotando uma abordagem artesanal que privilegia fluidez de movimento e riqueza de texturas. A proposta estética busca capturar a atmosfera do Japão do período Sengoku com precisão visual e sonora.
A exibição será acompanhada de um bate-papo com o diretor Kenichi Kutsuna e o compositor Shuta Hasunuma, que irão detalhar o processo criativo e os bastidores da produção realizada pelo estúdio Studio Qzil.la.
Adaptar Sekiro não é tarefa trivial. O jogo é conhecido por sua dificuldade punitiva, narrativa fragmentada e ambientação opressiva. Traduzir isso para animação exige não apenas técnica, mas interpretação artística. A promessa é menos “cópia” e mais “transmutação criativa”.
Ativação baseada em Sentenced to Be a Hero
Além de Sekiro, a Crunchyroll também promoverá uma ativação interativa baseada em Sentenced to Be a Hero, ampliando a experiência para além da exibição passiva.
Eventos como a SXSW funcionam como laboratórios culturais. Eles medem temperatura, captam tendências e testam como diferentes mídias conversam entre si. Levar o anime para esse ambiente é reconhecer que ele deixou de ser nicho e passou a ser vetor cultural.
Anime como força global
Segundo Mitchel Berger, vice-presidente executivo de comércio global da Crunchyroll, a SXSW é um dos principais fóruns onde se discutem os rumos da cultura pop contemporânea.
E faz sentido. O anime hoje não compete apenas com outras animações — ele dialoga com cinema live-action, games AAA, streaming, moda e música. Está em trilhas sonoras, colaborações de streetwear e até em narrativas de grandes franquias ocidentais.
O movimento é claro: o anime deixou de ser importação exótica para se tornar linguagem universal.
Se a década de 1990 foi o momento em que o Ocidente “descobriu” o anime, 2026 parece ser o ano em que ele ocupa oficialmente o palco principal.

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