Após o início do Universo Ultimate, tivemos Ultimate Homem Aranha e agora somos contemplados com Ultimate Pantera Negra, mais uma grande aposta da Marvel nesse universo encabeçada pelo grande Jonathan Hickman, aqui nesse volume 1 somos agraciados com o roteiro de Bryan Hill e ilustrações de Stefano Caselli das edições 1-4 e do Carlos Nieto das edições 5-6.
Ultimate Pantera Negra publicado pela Panini consta com 144 páginas, capa cartão e lombada quadrada, contendo as edições Ultimate Black Panther 1-6 e preço de capa de 45,90.


Para contextualizar essa história, vimos que Rá e Konshu estão responsáveis de cuidar da África na ausência do criador que está preso e Wakanda acaba sendo um obstáculo em seus planos.
Começando a história, vemos que um vilarejo fora de Wakanda é devastado pelos dois deuses egípcios, juntos formam uma força que busca “purificar” a África, dominando os povos e impondo uma nova Fé.
Já dentro de Wakanda vemos T’Challa em um contexto bastante semelhante a Wakanda do universo Marvel regular, sendo fechada a outras nações, aqui T’Challa tenta equilibrar sua autoridade de Pantera Negra com a tradição de governar sob o conselho dos anciões do Vodu-Khan, porém em uma das celebrações reais, inimigos infiltram uma agente que comete um atendado suicida, Matando T’Chaka, pai de T’Challa, esse ato marca o fim do pacifismo Wakandano, lançando a nação em um conflito aberto, visto que o Jovem rei, tomado pela dor e pela responsabilidade, declara Guerra a Khonshu e Rá
Depois vemos o dilema político e espiritual de T’Challa ser explorado, onde ele vai decidir se manterá Wakanda isolada, ou se irá intervir além de suas fronteiras para libertar outros povos africanos da tirania dos deuses invasores.
Logo vemos até mesmo divergência de ideais Okoye, rainha de Wakanda e Shuri, irmã de T’Challa, onde uma é fiel a tradição e defende a neutralidade e o isolamento, e a outra enxerga que o poder de Wakanda pode ser usado como farol para o continente.
T’Challa ao ir em uma missão acaba sumindo, porém acaba se aliando a Killmonger e Ororo, a tempestade onde eles encontram um Orbe Verde, uma substância misteriosa contraposta ao vibranium. Enquanto o Vibranium simboliza o aço, o Orbe representa a carne, essa dualidade mística se torna o centro filosófico da série.




Nas edições finais, Khonshu e Ra intensificam sua campanha, conquistando cada vez mais territórios e corrompendo os povos com promessas de salvação, em uma estratégia de Khonshu, o Orbe acaba sendo roubado, e com isso os deuses egípcios começam a obrar milagres para os vilarejos, comprando a fidelidade dos aldeões locais.
No Clímax final, o Pantera Negra acaba enfrentando Khonshu em um combate que representa até mesmo as duas partes contrapostas, quando T’Challa vence o embate, ele entende que agora o isolamento de Wakanda acabou, e que seu reino não será mais apenas um santuário, deve ser um líder em meio a fumaça de uma guerra.
Esse encadernado acaba sendo mais que um arco de origem, é um manifesto filosófico sobre o que significa liderar um povo em tempos de caos. Muitos criticaram a nova abordagem do Pantera Negra do Universo Ultimate dizendo que era bastante semelhante a sua versão regular, de fato essa é uma crítica válida, porém ainda sim somos entregues um roteiro satisfatório com ótimas ilustrações e que tem uma boa base para o que pode ser construído no futuro, esse volume acaba por ser mais parado, com mais apresentações de conceitos do que ação em si, então é bom ir com as expectativas adequadas para entrar de cabeça nessa história. Por fim, é uma revista que indico fortemente para aqueles que querem entender e se aprofundar no novo Universo Ultimate da Marvel, para novos leitores e até mesmo para fãs do personagem.
Continua…


Stay Awhile and Listen. Apenas um aficionado por games, quadrinhos e filmes. Redator do Patobah
