Boa Leitura!

PATONERD | SUPREMOS VOL.1

Em Supremos, os “Vingadores” do universo ultimate, esse encadernado conta histórias após Tony Stark e o Reed desse novo universo tentando devolver o livre arbítrio após o atentado das entidades apoiadoras do Criador, Os Supremos é encabeçado por Deniz Camp entregando uma história não tão cativante, mas divertida, com os desenhos de Juan Frigeri que entrega bastante aqui.

Esse encadernado conta com 160 páginas, capa cartão e lombada quadrada, contendo as edições Free Comic Book Day 2024; The Ultimates (2024) 1-6.

A edição especial do número funciona como um prelúdio dessa fase dos Supremos, onde a resistência liderada por Tony, Doom e Capitão américa, invadem uma instalação da organização da H.A.N.D, descobrindo depósitos com cadáveres e relíquias de antigos super-heróis, entre eles temos Jim Hammond, o Tocha Humana original que é reativado com um molotov, derrotando os agentes e se integrando a causa dos heróis, com isso, o grupo começa a dar os primeiros passos concretos na reconstrução da rede heróica.

Depois vemos que Reed e Tony estavam no futuro e é explicado que mesmo com o motor de viagem no tempo, só poderão regressar até o momento que o Criador foi preso, então eles começam a planejar enviar catalisadores de poderes ao passado e tentar recrutar novos heróis para este mundo.

A narrativa é equilibrada, mesmo que tenha uma escala grandiosa, têm vários questionamentos quanto a moralidade, liberdade e destino, dando um ar mais adulto e existencial à HQ.

Ao longo das edições podemos ver que vários não aceitaram o destino que deveria trilhar, como Hank e Janet, porém ao serem questionados pelos supremos, acabam aceitando e integrando o grupo, também é possível citar a She Hulk que também entra para a equipe, estabelecendo a formação dessa equipe que terá os holofotes virados para si durante esse universo.

Deniz Camp, consegue construir com consistência a premissa de resistência e revolução, apresentando de forma clara o conflito, o recrutamento de novos personagens tanto quanto versões reinventadas de figuras conhecidas abre espaço para novos arquétipos de personagem, ampliando o leque narrativo. Porém a construção de personagens secundários sofre com a falta de tempo de página ou destaque, muitos tem traumas ou histórias interessantes, mas essas histórias não recebem o desenvolvimento necessário, funcionando mais como ferramentas para incluir arquétipos na equipe.

Quanto aos desenhos, a arte de Juan Frigeri, com traços limpos, traz um visual moderno e vários designs de painéis eficazes, dando vida ao tom sombrio e distópico dessa terra, as cenas de ação e os momentos de horror ainda mais nas partes violentas, têm bastante impacto, transmitindo a opressão e o peso da luta.

Entretanto, a parceria de Deniz Camp e Juan Frigeri, entrega uma visão ousada e contemporânea dos Super Heróis, um universo renovado, sombrio e com um enredo urgente de revolução, identidade e reconstrução. Em termos de ambientação, tom e potencial narrativo, a obra demonstra que o “novo Universo Ultimate” pode oferecer algo diferente do universo convencional da Marvel, mais politizado, mais reflexivo, mais maduro.

As primeiras seis edições convencem, sobretudo pelo mundo que constroem, pelas ideias e pela estética; resta ver se os volumes seguintes conseguirão manter o equilíbrio entre ambição, clareza e emoção.

Continua..

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