Um acerto da DC
As edições Absolute Batman 3 e 4 continuam a consolidar o Universo Absolute da DC como uma das propostas mais ousadas da editora nos últimos anos. Sob o comando de Scott Snyder, com arte visceral de Nick Dragotta, a série apresenta um Batman mais humano, mais violento e perigosamente instável.


Com preço de capa de 24,90, 56 páginas reunindo Absolute Batman (2024) 3-4, lombada canoa (grampo) e capa cartão e aqui que vêm uma das reclamações dessa edição, visto que o papel usado na capa enverga com o uso padrão da revista, o material usado não foi muito bom, e outra reclamação seria pelo estilo de publicação, que é bimestral, o que acaba quebrando muito o ritmo da leitura.
O universo Absolute
No Universo Absolute, Bruce Wayne não possui o conforto estratégico tradicional. Não há império tecnológico, aliados constantes ou margem para erro. Nesta edição cada decisão tem consequências reais, físicas e emocionais.
Essa abordagem cria um Batman mais próximo do leitor, porém também mais assustador, um vigilante que sangra, falha e continua avançando, A edição Absolute Batman 3 foca intensamente no psicológico de Bruce Wayne. Gotham é retratada como um organismo hostil, e o Batman surge mais como um sintoma da doença da cidade do que como sua cura.
Scott Snyder utiliza monólogos internos densos, mostrando um herói à beira do esgotamento. A narrativa é rápida, agressiva e sem momentos de respiro, reforçando a sensação constante de perigo.
A narrativa de Batman Absolute
Já em em Absolute Batman 4, a história desacelera propositalmente para discutir algo maior: o impacto do Batman sobre Gotham. O símbolo do Morcego começa a gerar medo, admiração e caos em igual medida.
Começamos a ver os primeiros passos do Batman ainda jovem, mostrando todo o desenvolvimento do Bruce Wayne e suas escolhas para iniciar sua jornada de vigilante, levando até o ponto em que começamos a conectar o Batman do passado com o atual, em contraponto também vamos entendendo mais a sua relação com seu pai, concluindo seu desenvolvimento de personagem para o fechamento de arco da próxima edição de Absolute Batman.
Bruce passa a questionar se sua guerra particular realmente salva a cidade ou apenas alimenta um ciclo infinito de violência. Essa reflexão adiciona camadas morais importantes à trama.
Arte e identidade visual
Nick Dragotta entrega algumas das páginas mais impactantes da série até aqui, com enquadramentos amplos e uma Gotham decadente que parece observar cada passo do herói.
A Arte de Nick Dragotta no Universo Absolute
A identidade visual é um dos maiores trunfos de Absolute Batman 3 e 4. O traço de Nick Dragotta é sujo, agressivo e foge completamente do padrão clássico de super-heróis, com sombras pesadas, expressões exageradas e composições claustrofóbicas reforçam a ideia de um mundo quebrado e de um Batman que reflete
essa ruína.



Absolute Batman 3 e 4 Valem a Leitura?
Sim, e muito. Essas edições deixam claro que Absolute Batman não é uma releitura superficial, mas uma reinvenção corajosa do personagem. É uma HQ que exige atenção do leitor e recompensa com profundidade narrativa e impacto visual, não é uma história para quem busca conforto ou nostalgia. É para quem quer ver o Batman desafiado, desconstruído e colocado contra seus próprios limites.
Conclusão
Absolute Batman #3 e #4 elevam o nível da série e confirmam o selo Absolute como um dos experimentos mais interessantes da DC atual. Scott Snyder entrega um roteiro maduro e provocativo, enquanto Nick Dragotta define uma estética marcante e memorável, leitura obrigatória para fãs de histórias mais sombrias e autorais do Cavaleiro das Trevas.


Stay Awhile and Listen. Apenas um aficionado por games, quadrinhos e filmes. Redator do Patobah
