Absolute Mulher-Maravilha finalmente chegou e entrega tudo que é esperado e mais um pouco, série essa que é vencedora do Prêmio Eisner, história essa comandada por Kelly Thompson com desenhos de Hayden Sherman entregam o ápice do universo Absolute.
Absolute Mulher-Maravilha conta com 64 páginas de papel couchê, capa cartão e lombada canoa (grampo), contendo as edições Absolute Mulher-Marvilha 1-2.


De início nos é mostrado Gateway City que está sofrendo uma invasão de demônios, até que dos céus surge Diana com uma máscara de ferro, montada em seu Pégaso esquelético, aniquilando vários demônios, de fato uma versão Dark Fantasy que abraça o tom sombrio desse gênero.
Após essa pequena introdução, temos a origem dessa nova Diana, em que ela foi levada para a ilha selvagem do inferno, onde Circe está presa, e para ela é entregada um bebê por Apolo, que repassa a tarefa de cuidar dessa criança e anuncia o fim das Amazonas e até mesmo o banimento dessa palavra.
Com os acontecimentos anteriores, pelo resto da edição temos as fases de crescimento de Diana e o sentimento que a personagem vai criando com o tempo, o de que falta algo em si, uma palavra… Amazona, que só é dita quando já está praticamente adulta, com isso, Circe apoia Diana a retomar sua verdadeira identidade.
Vale ressaltar, que Absolute Mulher-Maravilha, mesmo carregando o peso de ser a versão mais sombria da personagem, paradoxalmente é aquela que mais revela generosidade para com os outros, assumindo fardos que nenhuma outra Diana suportaria, agindo com grande compaixão e assume para si as consequências que poupariam outros da dor.
Ao fim da primeira edição, é apresentado o personagem de Steve Trevor, que rapidamente é contado ao início da edição seguinte como ele e Diana se conheceram, com isso é contato como surgiu o amor entre os dois e como um entrou no mundo do outro.




Para finalizar a edição é informado por Diana aos militares que os demônios que vieram antes eram apenas um aviso do verdadeiro terror que estava por vir, terminando a segunda edição com Diana indo enfrentar o monstro de tamanho colossal que também remete um pouco aos princípios lovecraftianos, mais uma vez, uma característica que está sendo comumente usada em obras de Dark Fantasy.
Absolute Mulher-Maravilha vai muito além de apenas uma releitura ousada da heroína, mas como uma versão que melhor sintetiza a força, o sacrifício e a generosidade que sempre definiram Diana, em meio à brutalidade do universo Absolute e ao Dark Fantasy que permeia cada página desse quadrinho, essa reencarnação sombria não perde, na verdade, intensifica o coração da personagem, mesmo com as características sombrias, nada disso ofusca sua essência, pelo contrário, realça o contraste entre a escuridão do cenário com a luz que ela carrega, sendo justamente por isso que essa leitura se torna tão mais potente para a personagem em anos, uma Diana que muito mais que as outras, é falha, cai e enfrenta horrores indescritíveis, mas que ainda sim escolhe cuidar, proteger e salvar. Uma versão que abraça as trevas sem abandonar aquilo que tornou a personagem ícone, sua humanidade.


Stay Awhile and Listen. Apenas um aficionado por games, quadrinhos e filmes. Redator do Patobah
