Em a Saga do Lanterna Verde Volume 2 é continuada a gloriosa fase de Geoff Johns, onde vemos a resolução do embate criado no volume 1 e também a reestruturação do universo do lanterna verde, fazendo com que o personagem de Hal Jordan venha para se estabelecer novamente e também voltar a tropa dos lanternas como um todo.
Como é de conhecimento geral, o formato Sagas da Panini tem o modelo de encadernação capa cartão, lombada quadrada e 144 páginas de papel offset, esse volume reúne as histórias presentes nas edições Green Lanterna Secret Files (2005) 1 e Green Lantern: Rebirth (2004) 6 e Green Lantern Corps: Recharge (2005) 1-3.


Logo de cara somos apresentados a última edição de Rebirth, sendo esse o coroamento de Hal Jordan como um lanterna verde novamente, a narrativa aqui trabalha com a batalha final contra Parallax, onde o clímax reúne Hal, Guy, John, Kyle e Kilowog dando tudo de si para parar a entidade do medo, sendo um momento muito significativo, pois todos ali eram inteiramente ligados a Hal Jordan.
Hal agora estando completamente purificado, não apenas por ter tido seu posto como lanterna resgatado, mas também reafirma sua humanidade novamente.
Em seguida é tido um breve momento de Hal Jordan interagindo o Kyle Rayner o levando para voar, igual seu pai fazia com ele, atitude essa que ele decidiu fazer com pessoas importantes para ele, aqui há um marco na reconstrução e conciliação na relação de Hal Jordan com os Lanternas verdes, adicionando um panorama emocional ao universo dos lanternas.
Já nas histórias da série Recharge, buscam restaurar a instituição, essa minissérie tem como papel mostrar o renascimento operacional e de certa forma filosófico na Tropa dos Lanternas verdes, aqui vemos vários anéis indo em busca de novas pessoas dignas de usá-los. Com a chegada dos novos recrutas temos a preocupação em fornecer um treinamento digno para os novos Lanternas Verdes em uma narrativa que bebe bastante de elementos de ficção científica e militar.
É apresentada uma importante personagem, Soranik Natu, médica de Korugar, que inicialmente recusa o anel pelo desprezo da sociedade, porém acaba aceitando o fardo, temos também interações entre soldados de raças inimigas que são forçados a cooperar entre si, além de Guy Gardner e Kyle Rayner serem os líderes, sendo os novos pilares da tropa.



Aqui é mostrado o surgimento de novas ameaças cósmicas surgindo, mas também há um conflito interno que é a necessidade de reaprender a confiar um nos outros. A atmosfera dessa série é de um renascimento institucional, possuindo um forte sendo de propósito e de comunidade, lembrando que a força da tropa não vem dos anéis em si, mas sim da força de vontade coletiva que une os portadores.
A o que Geoff Johns fez aqui foi muito mais do que apenas uma mera manobra editorial, foi uma reconstrução simbólica da identidade desses heróis que acompanhávamos anteriormente, Hal Jordan mesmo, várias vezes visto como um vilão irrecuperável, foi transformado em um símbolo de redenção e autocontrole.
Ao mesmo tempo, a tropa volta a representar o ideal de ordem, disciplina e união intergaláctica, com histórias que retomam uma grandiosidade cósmica e um sendo de dever heroico, aqui essas três obras juntas, formam o novo alicerce da nova Era dos Lanternas Verdes, sob uma ótica madura trazida por Geoff Johns.
Este volume contém roteiro de Geoff Johns e Dave Gibbons e conta com os desenhos de Ethan Van Sciver, Darwyn Cooke e Patrick Gleason, todas as artes trazidas aqui são de uma qualidade imensa, junto da narrativa que é contada de maneira bastante fluida, de fato um prato cheio para aqueles que são fãs dos Lanternas Verdes.
Continua…


Stay Awhile and Listen. Apenas um aficionado por games, quadrinhos e filmes. Redator do Patobah
