Chave recebida via JF Games PR.

Mistery é um jogo multiplayer cooperativo de sobrevivência e dedução social que é inspirado no universo SCP. Foi desenvolvido pela Game Frontier e lançado recentemente no Steam.
Amigo? Inimigo?
PREMISSA
Mistery te coloca na pele de operadores do Mistery Control Institute, onde aconteceu uma violação de contenção séria. Uma névoa misteriosa envolveu tudo, e monstros começaram a se mexer por aí. O objetivo? Sobreviver, escapar, ou trair seus amigos pra garantir sua própria segurança. É aquele tipo de jogo que te faz questionar quem é realmente quem.
GAMEPLAY
A jogabilidade do Mistery, esse é o ponto alto do jogo. Pra começar, você entra em um mundo onde as regras são simples mas a execução é tudo menos isso. Você e seus amigos (ou não tão amigos assim) são jogados em uma instalação onde tudo deu errado. A névoa misteriosa não só te cega, mas também te deixa num estado de constante alerta.
A gameplay é dividida em várias fases, mas tudo gira em torno de sobreviver e escapar, ou enganar todos os outros pra garantir sua própria fuga. Você tem que gerenciar recursos, o que significa que cada escolha de onde ir, o que pegar, ou quem ajudar, tem consequências. Não é só pegar um item e sair correndo; você precisa planejar. Tem que decidir se vai gastar aquela energia elétrica pra abrir uma porta ou se guarda pra mais tarde, talvez pra acionar uma armadilha ou para iluminar um caminho escuro.
A dedução social é o coração do jogo. Cada partida começa com um briefing onde você recebe sua identidade: você pode ser um operador, tentando sobreviver e escapar, ou um traidor, cujo objetivo é sabotar a equipe e garantir que ninguém saia vivo. Aqui, a comunicação é chave. Você tem que falar com os outros, tentar entender quem pode estar te traindo, ou se você mesmo vai trair. É um jogo de pôquer onde todo mundo tem uma cara de pau.
Os traidores têm habilidades especiais pra causar caos, como desativar câmeras de segurança ou liberar entidades anômalas pra criar pânico. Já os operadores precisam trabalhar juntos, construir barricadas, resolver enigmas para abrir novas áreas ou desativar ameaças. E tem aquela tensão constante de não saber se a pessoa ao seu lado está do seu lado ou não.
A jogabilidade é dinâmica porque o mapa muda a cada partida, com eventos aleatórios que podem virar o jogo de cabeça pra baixo. Uma porta pode se trancar sozinha, um monstro pode aparecer do nada, ou um item crucial pode estar em um lugar completamente diferente do esperado. Isso mantém tudo imprevisível e exige uma adaptação rápida.
Além disso, tem um sistema de ação em tempo real, mas com momentos estratégicos onde você pode pausar pra planejar, discutir com seus colegas ou, se for um traidor, planejar sua próxima traição. As mecânicas de combate são simples, mas eficazes, focando mais em evitar confrontos diretos com os monstros ou outros jogadores, já que recursos são limitados.
Os personagens têm habilidades únicas que mudam como você aborda cada partida. Um pode ser melhor em consertar equipamentos, outro em hackear sistemas, e isso adiciona uma camada de estratégia sobre quem você escolhe ser.
DIREÇÃO DE ARTE
Cara, isso é coisa de outro mundo! – Literalmente – Pensa num visual que te dá aquele arrepio de “algo não está certo aqui”. A Game Frontier foi na veia com uma estética que mistura o macabro do universo SCP com um toque de suspense moderno.
A paleta de cores é meio escura, cheia de tons de azul e verde desbotados, como se você estivesse olhando o mundo através de um filtro de névoa ou aquele efeito de visão noturna. Isso não só cria uma atmosfera de mistério, mas também te deixa sempre com aquela sensação de que algo pode surgir das sombras a qualquer momento.
Os cenários são detalhados o suficiente pra você sentir o peso da instalação abandonada, com cabos pendurados, máquinas quebradas e portas meio abertas. Cada ambiente é planejado pra te fazer questionar cada passo. Tem salas de controle com monitores piscando, corredores estreitos onde o eco dos seus passos te faz pensar se você está realmente sozinho, e aquelas áreas onde você vê sinais de que algo deu muito errado antes de você chegar.
Os personagens e monstros, ah, esses são uma obra de arte à parte. Os designs dos operadores são variados, cada um com uma aparência que reflete suas habilidades ou personalidade. Mas são os monstros que roubam a cena. Eles são bizarros, inquietantes, exatamente como se espera de algo saído do universo SCP. A animação deles é fluida, mas de uma forma que te dá calafrios; não é algo natural, é algo que te faz querer sair correndo.





CONCLUSÃO
Então, Mistery é um jogo que te prende com sua atmosfera de suspense e uma jogabilidade que exige estratégia e confiança (ou não) nos outros. A direção de arte é simplesmente fantástica, te imergindo no universo SCP com maestria. Mas não é perfeito: a otimização pode fazer seu PC suar, a inteligência dos monstros às vezes é previsível demais e o equilíbrio entre Operadores e Traidores pode falhar. Mesmo assim, é uma experiência que vale a pena, especialmente se você gosta de jogos que testam sua habilidade de leitura social e sobrevivência.
