O Patobah agradece a Blowfish Studios pela licença de Mirage 7

Mirage 7 mistura conto sombrio com ficção científica, ambientado em um deserto cheio de mistérios, com uma protagonista carismática e um lagarto companheiro. No papel, parece algo diferente e até ousado.
Jogando, dá para ver que existe ideia boa aqui. Mas também dá para ver, bem rápido, onde o jogo tropeça.
E tropeça bem.
A proposta
Você controla Nadira, viajando pelo deserto com seu companheiro Jiji em busca de um oásis que pode salvar sua irmã. A narrativa mistura fantasia com elementos sci-fi (tipo experimentos e coisas estranhas surgindo do nada).
Essa mistura é interessante. Em vários momentos você fica curioso para entender o que está acontecendo.
O problema é que o jogo não consegue equilibrar bem essas ideias.
A história prende, mas parece sempre “quase lá”. Falta impacto em momentos importantes e o ritmo não ajuda.
Trailer de lançamento de Mirage 7
Jogabilidade
Aqui é onde Mirage 7 mais sofre.
O combate é… básico. E não é aquele básico funcional. É aquele básico repetitivo.
A fórmula vira rapidamente: ataca duas vezes, esquiva, repete.
E pronto. Você já entendeu o combate inteiro.
Isso não evolui muito ao longo do jogo, e isso é um problema sério para um jogo que coloca você constantemente contra inimigos.
Além disso, o sistema corpo a corpo é travado. Animações são rígidas, o lock-on falha às vezes e a câmera atrapalha mais do que ajuda.
A boa notícia é que o jogo sabe disso… meio que. Por isso ele te empurra para usar arma de longo alcance (tipo estilingue), que funciona melhor.
Mas isso não resolve o problema. Só contorna.
Outro ponto complicado.
Pular não é confortável. Parece impreciso em vários momentos. Em algumas partes, você erra um salto por detalhe mínimo e o jogo pune sem dó.
E pior: às vezes o problema nem é você, é o próprio jogo. Personagem prende em geometria, movimentação trava em lugares estranhos e a fluidez vai embora.
Isso quebra totalmente o ritmo.
Aqui está o lado bom do jogo: A Exploração e puzzles.
Mirage 7 claramente foi pensado mais como um jogo de puzzle e exploração do que de combate. E isso funciona.
Os enigmas são bem construídos na maior parte do tempo, exigem atenção e fazem você pensar.
A mecânica de usar o Jiji (o lagarto) para encontrar itens escondidos e interagir com o ambiente é um dos melhores elementos do jogo.
Os templos, principalmente, são os momentos em que o jogo realmente brilha. Você explora, conecta pistas e sente progresso real.
Mas mesmo aqui tem problemas.
Alguns puzzles não são difíceis, são mal explicados. Você não trava por desafio, trava por falta de clareza.
Outra questão: O ritmo do jogo é irregular.
Tem momentos muito bons (exploração de templos, descoberta de puzzles), mas também tem partes arrastadas demais.
Exemplo claro: missões de coleta espalhadas pelo mapa ou tarefas repetitivas que quebram totalmente o fluxo da aventura.
Você sai de um momento interessante e cai em uma tarefa chata.
Isso acontece mais do que deveria.
Visual e técnico
Aqui entra aquele clássico “tem estilo, mas falta técnica”.
Mirage 7 tem identidade. A mistura de deserto, fantasia e sci-fi funciona visualmente.
Mas tecnicamente, é irregular.
Texturas simples e animações travadas.
Não é feio, mas também não impressiona.
E sim, os bugs existem.
Bug de personagem preso no cenário;
Problemas de câmera;
Interações estranhas com o ambiente;
Nada que destrua completamente a gameplay de Mirage 7, mas o suficiente para incomodar várias vezes.
Pontos positivos
🟢Boa atmosfera e identidade;
🟢História interessante (mesmo com falhas);
🟢Puzzles bem construídos na maior parte do tempo;
🟢Uso do Jiji é criativo;
🟢Exploração de templos funciona muito bem.
Pontos negativos
🔴Combate fraco e repetitivo;
🔴Movimentação e câmera são imprecisas;
🔴Ritmo inconsistente;
🔴Alguns bugs e falta de polimento.
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