O Patobah agradece a SoulGame Studio pela licença de Minishoot Adventures

Minishoot Adventures é um dos melhores jogos INDIE que experimentei nos últimos anos. Desafiador sem ser frustrante, cativante na exploração e com batalhas contra chefes incríveis o estúdio Soulgame pode se orgulhar e muito do que alcançou nesta obra.
Eu não canso de me surpreender com o trabalho de estúdios menores. Imagine um jogo ambientado em um mundo habitado por navinhas que combine os estilos de stick shooter, metroidvania e RPG? Minishoot Adventures é tudo que cresci amando. Uma história simples mas que tem seu objetivo de conduzir o jogador, personagens que não falam mas se distinguem com gestos e que são basicamente naves em um mundo lotado delas e um combate e exploração acima da média que me fisgaram de tal maneira que passei um domingo inteiro jogando. Tudo no jogo é feito para desafiar sem frustrar e tudo no jogo te recompensa se você explorar suas regiões distintas a ponto de nunca enjoar.
Suave na nave. Nem tanto eu diria…
O jogo conta a história de um mundo habitado por naves. Sim, isso mesmo. Seu vilarejo é atacado por naves hostis corruptas. Elas foram tocadas por uma força do mal chamada corrupção que raptou e selou seus companheiros pelas diversas localidades do jogo. Você é uma nave corajosa, o guardião do cristal, uma força para o bem que foi despertada diante desse caos todo por uma entidade protetora deste mundo e que deve percorrer essas terras e resgatar seus irmãos nave.
Eu gostei de muitas coisas no jogo e mesmo não sendo o foco uma narrativa apurada, a história é singela e tem uma motivação nobre. Através de tabuletas opcionais e diálogos escritos com essa entidade tudo é revelado de maneira mais explicativa. Eu sempre gostei de jogos que usam personagens diferentes e eu jamais iria adivinhar que um mundo habitado por naves teria tanta personalidade. E seus irmãos tem suas funções também ao resgatá-los. Meu único conselho é que você resgate todos para aproveitar ao máximo o que eles oferecerem.
Minishoot Adventures apresenta um mundo vasto e divertido de se explorar
O pináculo de Minishoot Adventures é seu mundo incrível. Caminhos secretos, regiões que exigem habilidades específicas para acessar e um sistema de progressão viciante são só algumas das qualidades aqui. Cada nave abatida fornece cristais pequenos. Juntos, eles formam um cristal maior e com eles em quantidade você destrava habilidades para vencer regiões mais difíceis e inimigos mais agressivos. A jogabilidade é baseada no gênero Stick Shooter. Você se movimenta com um analógico e atira com o outro de maneira intuitiva. As habilidades destravam desde mais dano nos projéteis até a cadência e velocidade da Nave.
Há habilidades focadas em virar o jogo nas arenas também seja de maneira defensiva ou ofensiva. Ainda além das habilidades convencionais você coleta também aditivos que modificam com seus efeitos o jogo. Desde projéteis vingativos ao ser atingido por um inimigo até a necessária e imprescindível esquiva ao atirar as possibilidades são inúmeras. Por serem passivos, todos os efeitos são ativados naturalmente sem precisar equipar nada. Tudo muito simples, sem rodeios e com tal liberdade que o jogador pode personalizar sua jogatina sempre que quiser. Nem preciso dizer que é necessário explorar tudo porque o jogo te incentiva de maneira tão convidativa que você mesmo vai querer averiguar seus segredos.
Minishoot Adventures é um jogo bullet hell com mecânicas de dungeon crawler incrivelmente divertido e viciante. Grata surpresa. Em sua simplicidade o jogo é maravilhoso. pic.twitter.com/2kHLUYun3N
— Castelo DO PATOBAH! (@CasteloPZ) March 21, 2026
Nossa, uma chuva de balas dessa e eu aqui sem guarda chuva?
Ah o combate. Eu poderia citar inúmeras qualidades. Hitbox justo, movimentos ofensivos e defensivos brilhantes de se executar em lutas mais exigentes e até o Design variado de projéteis e de inimigos. E claro, surpreendendo zero pessoas, saber que há alguns desses que dão dano duplo intimida bastante.
Minishoot Adventures vai te matar um pouco. Mas eis a graça disso tudo: Ele te prepara. Ele te ensina. As lutas em arenas regulares ou explorando são legais mas as lutas contra chefes elevam o patamar. Aprender os padrões, esquivar nos momentos certos e saber o momento de se retrair ou atacar criam lutas tão intensas quanto divertidas. O jogo também não se preocupa em te prender muito com embates desnecessários ou longos e missões sem fundamento. Pontos de checagem estão sempre próximos criando assim uma obra que sabe o momento certo de acabar também. Mas ela é tão boa que honestamente você não queria que acabasse de maneira alguma.
E a trilha sonora? Ah, incrível. Os efeitos sonoros fazem um ótimo trabalho mas os temas de certas regiões aliado aos de exploração e a de um certo combate são simplesmente maravilhosos. Não existem outros termos, até na música o jogo acerta.

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Crítico do patobah.com.br e apresentador do Patotícias no Youtube: @PatobahOficial
