Jogar Magic Knight Rayearth no SNES hoje, depois de zerar em live do começo ao fim, é tipo abrir um álbum antigo de fotos da família. Tem carinho, tem memória boa… mas também tem aquela sensação de “caramba, isso aqui envelheceu, hein”.
E isso não é necessariamente ruim. Só precisa ser dito, parece óbvio, mas já são mais de 30 anos.

A nostalgia bate forte (e ainda funciona)
Se você conhece o anime Magic Knight Rayearth, já começa com vantagem emocional.
A história segue a base clássica: três garotas são transportadas para o mundo de Cefiro e precisam salvar a princesa Esmeralda enfrentando Zagato e seus seguidores.
E aqui o jogo acerta.
Ver Hikaru, Umi e Fuu em versão pixel, com retratos fiéis ao anime e até pequenas expressões durante diálogos, tem um charme absurdo. Muitas vezes ele parece um episódio jogável.
A trilha sonora também ajuda muito. Não é algo absurdo como os muitos gigantes do SNES, mas cumpre bem o papel e cria clima.
Em live, isso segura bastante a experiência. É gostoso de jogar. É confortável.
Jogabilidade: o arroz com feijão… sem tempero
Magic Knight Rayearth sobre da limitação da época, mas também não soube ser criativo.
O sistema de combate é turno padrão, sem inovação nenhuma. Atacar, usar magia, item, repetir.
E não é que seja ruim. É funcional.
Mas também é completamente esquecível.
Nada no combate faz você pensar diferente, testar estratégia ou mudar abordagem. Você aprende o sistema em 10 minutos e joga igual até o final.
E aqui vem a crítica mais pesada.
O jogo é fácil demais. Tipo… fácil em nível preocupante.
Você upa o tempo todo, quase não toma dano e tem acesso a recursos que quebram qualquer desafio.
Resultado?
Não existe tensão.
Não existe aquele momento clássico de RPG tipo “caramba, esse boss vai dar trabalho”.
Você simplesmente vai passando.
Isso, em live, até rende momentos mais relaxados. Mas como experiência de RPG, pesa muito contra. São todas batalhas contra monstros comuns, que você chega muito forte contra os(as) boss, então jogo realmente não te entrega um momento de dificuldade, mas pode causar stress pela quantidade absurda de encontros.
Outro detalhe curioso (e meio frustrante):
Equipamentos e evolução acontecem automaticamente.
Você não precisa pensar muito em build, equipamento ou estratégia. Tudo vai evoluindo junto com o personagem.
Isso deixa o jogo extremamente acessível, mas tira completamente a profundidade.
É um RPG onde você quase não toma decisões.
Os mapas seguem aquele estilo clássico de RPG antigo:
caminhos simples, algumas áreas escondidas e baús.
Funciona… mas é bem básico.
As dungeons são lineares, com pouca variação. Depois de algumas horas, você já entendeu tudo que o jogo vai te oferecer.
E aí entra outro problema: repetição.
Mesmo com todos esses problemas, o jogo tem algo que segura.
Ele tem alma.
A estética anime, os personagens, o clima leve misturado com momentos mais sérios… tudo isso cria uma experiência que, mesmo simples, é agradável.
É um tipo de jogo que você joga mais pelo carinho do universo do que pela qualidade técnica.
E isso faz diferença.
Vamos a conclusão sobre Magic Knight Rayearth.
Pontos positivos
🟢Nostalgia forte para fãs do anime;
🟢Personagens carismáticos;
🟢Visual fiel ao material original;
🟢Ótimo para jogar sem compromisso.
Pontos negativos
🔴Combate extremamente básico;
🔴Dificuldade praticamente inexistente;
🔴Pouca profundidade de RPG;
🔴Progressão automática demais;
🔴Repetitivo ao longo do tempo.
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Emulador: RASnes9x

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