Life is Strange Reunion é a conclusão da história de Max e Chloe, que vem sendo contada desde Life is Strange (2013).

Eu sou um grande fã da franquia, então quando este jogo foi anunciado, eu surtei e fiz a pré-venda no primeiro dia. Depois de tantos erros, quem é fã pode descansar, porque Life is Strange Reunion conseguiu um final satisfatório para nossas queridas personagens.
ENREDO/PREMISSA
Em “Life is Strange Reunion”, a história continua meses depois do seu antecessor, o Life is Strange Double Exposure. Max agora trabalha como professora na Universidade Caledon em Lakeport, Velmont. Ensinando o que ela sabe de melhor: fotografia.
Max acaba de retornar de uma viagem para Nova York, onde viajou para um evento de fotografia para tentar conseguir patrocínios. Enquanto estava retirando as malas de seu carro, recebe uma mensagem de Moses, seu melhor amigo, dizendo que um incêndio começou na universidade Caledon e que não era para ela vir, mas como todos nós sabemos, a Max não foge do perigo.
Então ela parte para a Universidade, sem pensar duas vezes. E quando chega lá, tudo está pegando fogo, portas estão barricadas e só dá pra ouvir o desespero de quem está lá dentro, Max preocupada com Moses, corre para tentar avistá-lo. Até conseguir ver ele no telhado, mas em uma fração de segundos, o prédio sofre uma explosão e Moses não sobrevive.
Max então usa seus poderes para entrar em uma foto que foi tirada antes da viagem, e ela retorna no tempo. Sendo assim, Max tem 3 dias para impedir o incêndio, e é nesse roteiro que o jogo vai se aprofundar.
A química entre Max e Chloe é muito bem desenvolvida nesse jogo, ambas ainda têm as personalidades do jogo original, mas com um tom maduro, sendo a perfeita mistura de personalidade que gostaríamos.
A premissa parece ser interessante, mas o jogo infelizmente se encosta no apelo do primeiro jogo, de o quanto amamos a Max e a Chloe, e decide ficar por lá mesmo. O jogo conserta os problemas do anterior, mas falha em criar algo único sem tocar em nostalgia.
Moses como personagem mais recorrente nesse jogo se mostrou ser alguém bem legal, mas o Vinh e a Safi como personagens secundários são uma tortura cada vez que eles aparecem em cena, além de atrasar a trama, são completamente irritantes.
JOGABILIDADE
A gameplay do jogo, não se difere dos outros da franquia, você é “jogado” no cenário e tem diversas coisas para interagir, pessoas para conversar e vistas para deslumbrar.
Em Life is Strange Reunion temos pela primeira vez na franquia, duas personagens jogáveis, Chloe retorna como personagem jogável após 9 anos sem aparecer. A grande diferença da jogabilidade das duas, são obviamente pela Max ter seus poderes de manipulação temporal, podendo voltar no tempo para mudar decisões e diálogos.
A Chloe tem de volta a mesma mecânica utilizada no “Life is Strange: Before The Storm”, que é a discussão. Caso você escolha certos argumentos baseados na conversa da pessoa, você ganha a discussão e ganhará informações que a personagem quer tirar da outra pessoa envolvida.
Mas diferente dos outros jogos, esse eu não senti tanto o peso de um dos fatores para o crescimento da franquia, as temidas escolhas que terão consequências. Acredito que essa mecânica não tenha sido grandemente desenvolvida, pois quando aparece, ou é muito fácil escolher, ou é uma escolha que não vai mudar em nada o rumo da história. As interações com os cenários tem mais peso na história do que as grandes escolhas.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
O estilo artístico do jogo é incrível, não é nenhuma obra prima igual ao clássico, mas é lindo de se ver. Paisagens coloridas e fotográficas que é uma marca da franquia, com um toque de modernização que foi apresentado no Double Exposure, aqui foi muito bem utilizado.
Hannah Telle e Rhianna de Vries como Max e Chloe são os maiores destaques do jogo, ambas se destacam muito nos papéis e devem levar alguns prêmios no final deste ano, apaixonante a atuação delas!
O papel mais difícil desse jogo seria o envelhecimento das personagens, a Max já estava linda no antecessor, mas a Chloe por termos visto ela mais jovem, com um visual bem difícil de se trazer para a atualidade, era o que temíamos. Mas a Deck Nine se provou! Chloe retornou com um visual incrível, e com um pequeno semblante de quando lembramos dela mais radical antigamente.
Sobre a técnica, o jogo falha. Não é tão bem otimizado quanto deveria ser, na minha RTX 5070, com tudo no máximo, o jogo rodava nem a 60 frames por segundo. Além de alguns glitches visuais que eram bem visíveis, como o serrilhado do cabelo quando desfocado ficava tenebroso.
Na minha visão, a franquia por ter jogos até no mobile, não deveria ser tão pesada nesse novo jogo. Acredito que seja pela engine usada ser a Unreal Engine 5, já conhecida por nós gamers como a destrói-performances.
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Um simples amante de jogos, loucamente apaixonado por survival horror.
