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KRAFTON nomeia Kangwook Lee como Diretor de IA para acelerar inovação nos jogos

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A KRAFTON anunciou a nomeação de Kangwook Lee como seu novo Diretor de IA (CAIO), cargo executivo recém-criado que formaliza a estratégia global da empresa para pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial aplicada aos jogos.

Lee já atuava como líder de IA da companhia desde 2022 e agora assume oficialmente a responsabilidade por coordenar iniciativas que envolvem jogabilidade, ferramentas internas e pesquisa tecnológica de longo prazo.

Da academia ao comando estratégico

Antes de ingressar na KRAFTON, Lee construiu uma carreira acadêmica sólida. Ele concluiu seu PhD em Engenharia Elétrica e Ciência da Computação pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e foi professor associado com titularidade na Universidade de Wisconsin–Madison.

Sua pesquisa abrange áreas como aprendizado de máquina, aprendizado profundo e sistemas multimodais. Ele é autor de dezenas de artigos apresentados em conferências como NeurIPS, ICML e ICLR — eventos que funcionam como “copas do mundo” da pesquisa em IA.

Agora, essa bagagem teórica ganha aplicação direta no desenvolvimento de experiências interativas.

IA como amplificador criativo

A estratégia da KRAFTON sob a liderança de Lee está organizada em três pilares centrais.

No campo da jogabilidade, a empresa aposta em tecnologias como CPCs (Co-Playable Characters), desenvolvidos em parceria com a NVIDIA. Esses personagens movidos por IA são projetados para interagir em tempo real com jogadores, criando aliados mais responsivos e dinâmicos dentro do jogo.

A ideia não é substituir roteiristas ou designers, mas ampliar as possibilidades sistêmicas do gameplay. Em outras palavras, IA como ferramenta — não como autora.

Ferramentas para desenvolvedores

O segundo foco é otimizar fluxos de produção. Ferramentas baseadas em IA ajudam a reduzir tarefas repetitivas ou técnicas, liberando as equipes para investir energia em design, narrativa e criatividade.

Essa abordagem reconhece uma verdade prática da indústria: o gargalo muitas vezes não está na imaginação, mas na execução. Automatizar o que é mecânico permite refinar o que é artístico.

Pesquisa além dos games

O terceiro pilar aponta para o futuro. A KRAFTON criou a Ludo Robotics, entidade dedicada a pesquisa exploratória em IA física e robótica, operando nos EUA e na Coreia do Sul.

Mesmo assim, a empresa reforça que jogos continuam sendo o negócio principal. A pesquisa em simulação física e inteligência de software serve como extensão tecnológica das competências já desenvolvidas em mundos virtuais de grande escala — como os vistos em PUBG: Battlegrounds, um dos títulos mais conhecidos do grupo.

Uma mudança estrutural na indústria

A criação de um cargo executivo dedicado exclusivamente à IA mostra algo maior que uma simples promoção interna. Indica que a inteligência artificial deixou de ser ferramenta periférica e passou a ocupar o centro estratégico da empresa.

A grande questão não é mais “se” a IA fará parte do desenvolvimento de jogos, mas “como” ela será integrada sem diluir a autoria humana.

Segundo Lee, o objetivo é claro: ampliar imaginação e criatividade, não substituí-las. Se essa filosofia se mantiver, podemos estar vendo o nascimento de uma nova fase da indústria — menos sobre automação pura e mais sobre colaboração entre humanos e sistemas inteligentes.

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