O Patobah agradece a Assemble Entertainment pela licença de Grind Survivors

Se você já perdeu horas em jogos estilo “só mais uma run e eu paro”, Grind Survivors chega exatamente pra bagunçar sua rotina. Ele pega aquela fórmula viciante de roguelike com hordas infinitas e turbina tudo com combate rápido, builds loucas e um ritmo que não te deixa respirar por muito tempo.
Desenvolvido pela Pushka Studios e publicado pela Assemble Entertainment, o jogo chegou em março de 2026 com avaliações bem positivas (e dá pra entender o motivo depois de algumas runs).
História (ou melhor, o objetivo)
Aqui não tem muito espaço pra narrativa digna de Senhor dos Anéis, e sinceramente, nem precisa.
O jogo te joga direto em um mundo devastado, onde demônios tomaram conta de tudo e os poucos sobreviventes viraram caçadores especializados em limpar o inferno na base da bala, magia e esquiva.
A “história” funciona mais como pano de fundo (bem fundo mesmo). Você escolhe seu personagem, entra no mapa e o objetivo é simples: sobreviver o máximo possível enquanto elimina hordas cada vez mais absurdas de inimigos.
Tem aquele gostinho de progressão com desbloqueios e evolução entre runs, mas não espere cutscenes ou desenvolvimento narrativo elaborado. Aqui, o foco é ação pura.
Gameplay (o coração do vício)
Se tem uma coisa que Grind Survivors faz bem, é te prender no gameplay. A estrutura é simples de entender, mas cheia de nuances que vão te fisgando aos poucos. Basicamente, você entra em uma run, enfrenta hordas de inimigos, coleta upgrades, fica absurdamente forte, eventualmente morre… e começa tudo de novo, só que melhor preparado.
O combate puxa bastante para o estilo bullet-hell. A tela vive lotada de inimigos, com projéteis vindo de todos os lados o tempo inteiro. Isso obriga você a se movimentar sem parar, porque aqui desviar é tão importante quanto atacar. Nos primeiros minutos, parece que você está dominando tudo, até o jogo virar a mesa e te lembrar quem manda.
Um dos grandes destaques de Grind Survivors está nas builds e na progressão. Durante cada run, você vai acumulando armas diferentes, habilidades passivas e buffs temporários que podem se combinar de formas bem interessantes. E o melhor: nada é fixo. Cada partida muda completamente dependendo das opções que aparecem. Em uma run você pode virar uma máquina de dano em área, na outra um sniper ambulante, ou até um verdadeiro “tanque suicida” que explode tudo ao redor. Essa variedade mantém o jogo sempre novo e incentiva a experimentação.
O sistema de loot também ajuda muito nesse vício. Os drops são frequentes, as melhorias são claras e a sensação de evolução é rápida e constante. Você sente que está ficando mais forte a todo momento, o que dá aquele empurrãozinho pra continuar jogando.
Mas nem tudo é perfeito. Em runs mais avançadas, o excesso de efeitos na tela pode atrapalhar bastante a leitura do que está acontecendo. Além disso, algumas builds se mostram claramente mais fortes que outras, o que acaba afetando o balanceamento. E, dependendo do seu perfil, o loop pode começar a ficar repetitivo depois de muitas horas.
Ainda assim, o fator replay de Grind Survivors é alto o suficiente para segurar a experiência e te fazer voltar para mais uma run… e depois mais outra (e mais outra…).

Direção de arte, som e parte técnica
Visualmente, Grind Survivors aposta em um estilo sombrio com uma pegada de caos, e isso combina perfeitamente com a proposta do jogo. Os cenários são destruídos, cheios de ruínas, enquanto criaturas demoníacas grotescas dominam a tela ao lado de efeitos visuais exagerados. É uma estética que abraça o caos sem pedir desculpas, e que combina realmente com o jogo.
E funciona… até certo ponto.
Existe um detalhe importante aqui: quanto mais forte você fica, mais poluído o visual também se torna. Entre explosões, projéteis e efeitos de habilidades se acumulando sem parar, chega um momento em que entender exatamente o que está acontecendo vira quase um mini desafio dentro do jogo. Não chega a estragar a experiência, mas pode atrapalhar em runs mais avançadas.
Na parte sonora, o jogo manda bem. Os efeitos sonoros são satisfatórios, os ataques funcionam bem e as explosões realmente passam aquela sensação de poder e destruição. Tudo contribui para deixar o combate mais intenso e recompensador.
Já a trilha sonora acompanha bem o ritmo acelerado da gameplay. Ela ajuda a manter a tensão e o fluxo da ação, mas não é daquelas que ficam na cabeça depois que você para de jogar. Cumpre bem o papel, sem necessariamente brilhar.
Em termos de performance, o jogo roda de forma estável na maior parte do tempo. No entanto, quando a ação fica mais caótica e a tela vira um verdadeiro festival de partículas, podem ocorrer algumas quedas de desempenho. Nada que quebre o jogo ou impeça a diversão, mas é perceptível em momentos mais extremos.
Para quem esse jogo é recomendado?
Grind Survivors é praticamente feito sob medida pra quem curte:
-> Roguelikes estilo sobrevivência;
-> Jogos tipo Vampire Survivors / Brotato;
-> Gameplay rápida e intensa;
-> Montagem de builds e experimentação.
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