Fallen Tear: The Ascension é um metroidvania desenvolvido pela Winter Crew Studios e publicado pela CMD Studios, ambos estúdios estreantes. Anunciado há algum tempo, o jogo impressionou pela direção de arte e pela sua gameplay fluida.

Fiquei sabendo do jogo por meio de alguns trailers no YouTube, e foram exatamente essas características que chamaram minha atenção. Desde já, agradeço à Winter Crew Studios, por terem fornecido uma chave para o jogo mas infelizmente, esses dois quesitos não foram suficientes para levar o jogo muito longe.
ENREDO/PREMISSA
Em “Fallen Tear: The Ascension”, a história acompanha uma jornada em busca de um sonho: um dia se tornar um caçador da guilda dos caçadores. Porém, em meio a essa aventura, você encontrará companheiros, grandes inimigos temidos pelo povo da região e muitos perigos.
Mas um dos maiores perigos pode ser você mesmo. Durante uma caça com seu irmão pelas florestas de Raoah, a lua de sangue, temida pelos cidadãos por liberar as bestas mais cruéis que alguém poderia ter o desprazer de encontrar, surge no céu. Em uma tentativa desesperada de voltar para casa, você acaba desmaiando.
Quando acorda, sua vila está completamente destruída, sua família desapareceu e seus vizinhos passam a temer você. Porém, na sua visão, nada disso foi culpa sua, e a verdade será algo que você precisará descobrir.
Resumindo, é a clássica história de um garoto querido pela vila que sai para explorar, algo acontece e, quando retorna, todos passam a culpá-lo. Não necessariamente é ruim, mas é uma premissa genérica.
JOGABILIDADE
A gameplay de Hira é confortável de se jogar e bem simples. Você começa com o básico do gênero: pulo, ataque básico e movimentos direcionais como habilidades iniciais. Esse conjunto funciona muito bem no começo, e ao longo da jornada você vai encontrando maneiras de melhorar seus atributos, completando caçadas, derrotando monstros da região, explorando o mapa e muito mais.
Sobre o fator “exploração” é uma das melhores partes de Fallen Tear: The Ascension. Existem alguns trechos com level design muito semelhantes entre si, e chegam a causar uma sensação de repetição dos cenários com frequência.
Para explorar, o mundo é extremamente grande e rico, com diversas coisas escondidas para encontrar. Esse sentimento de descoberta é praticamente o puro suco do gênero metroidvania.
Um pouco mais adiante na jornada, também é possível recrutar companheiros. Cada um oferece um buff e uma habilidade própria para ajudar durante a aventura. A ideia é interessante, mas o problema com os companions é que nenhum deles consegue criar uma conexão forte com o jogador. Mesmo com o jogo tentando torná-los interessantes, faltou carisma nos personagens, de forma geral.
Fallen Tear: The Ascension também possui um sistema de grandes caçadas, que basicamente são chefões temidos pelas cidades. A ideia funciona bem no papel, mas perde um pouco da força na prática, já que os chefes não são tão difíceis de enfrentar. Mesmo não sendo um especialista em metroidvania, não senti um grande nível de desafio nesses confrontos.
A falta de profundidade nas quests também é um problema. É simplesmente o clássico “pegue algo para mim e depois volte para entregar” ou “mate alguma criatura que está atrapalhando a vida de alguém”. É genérico, não tem como negar.
Outro empecilho da jogabilidade é a falta de golpes e armas interessantes. Você não vai sair muito do mesmo, o que acaba ficando bem chato. Como eu disse, mesmo com os companions para utilizar, eles não fazem diferença e acabam se tornando inutilizáveis.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
O estilo artístico de Fallen Tear: The Ascension é o grande destaque. É um desenho lindo, com cenários muito bem feitos, e esse é o seu charme. Seja nas montanhas, nas cavernas ou até nos vilarejos, tudo é construído de uma forma satisfatória para os jogadores.
Sobre os designs das criaturas, eles são legais, mas nada muito fora do que vimos em outros clichês do gênero. São os clássicos slimes, insetos, ladrões e alguns felinos raivosos que servirão como adversidades durante a jornada em Fallen Tear.
Já entre os personagens que conhecemos durante a aventura, o meu design favorito foi o do próprio Hira, que possui características bem diferentes dos outros humanóides que vemos por Raoah.
A performance é bem otimizada. O jogo roda tranquilamente em computadores com configurações mais fracas, pois não exige tanto do hardware, já que não é um jogo pesado.
Porém, por se tratar de um acesso antecipado, ainda existem diversos erros que podem acabar com sua jornada. Essa é, inclusive, a minha maior crítica: os problemas técnicos. O jogo bugou diversas vezes, duas delas quebrando completamente meu save e me impedindo de continuar. Durante um dos updates do jogo, acabei passando uma situação bem chata, em que meu save simplesmente foi apagado e nunca mais apareceu, encerrando minha jogatina de forma inesperada, após mais de 8 horas.
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Um simples amante de jogos, loucamente apaixonado por survival horror.
