Opinião: Faça o que eu digo. Não o que faço! A comunidade gamer que tanto exige profissionalismo dos criadores de conteúdo dá show de arrogância na internet também, gerando assuntos virais cansativos e promovendo justamente aquilo que acham medíocre.
Trabalhando com conteúdo de mídia gamer por 2 anos aprendi muitas coisas boas sobre o nicho. A mais valiosa de todas? Que nem tudo era tão fácil como eu pensava. Prazos para escrita de certas análises, embargos restritivos e dedicação ao hobby são só alguns dos fatores que devo levar em conta. O avanço da inteligência artificial na construção de textos também industrializa de maneira muito negativa o trabalho, gerando ainda mais discórdia e desconfiança do público. Até ai, tudo certo. Eu já sabia onde estava me metendo.
O problema começa quando o mesmo público tão crítico e tão ácido começa a cometer os mesmos erros e repetir as mesmas atitudes negativas que alguns criadores e críticos de videogame cometem por ai. Imagine que audácia EU não gostar de um jogo que você AMA? MAS imagine que audácia MAIOR eu NÃO GOSTAR DO SEU JOGO DO ANO NÃO É?
E ai vem toda a questão: As pessoas não sabem conviver com diálogo e conversar sobre coisas que gostam ou não sem atacar umas as outras.
Existe o fator pessoal: Existem indivíduos que se sentem atacados por alguém achar ruim algo que ele admira. Por isso vemos tantas discussões mundo afora , geradas por diferenças que vão desde times de futebol a religião. Mas todas elas tem um fator em comum: A ignorância, os ataques e a profunda estupidez. E com videogames e jogos atuais isso acontece com a mesma frequência.
Redes Sociais são bolhas e vence quem tiver mais likes e gerar mais polêmicas idiotas.
O Twitter/X costumava ser e até é em dado ponto a rede social que eu mais usava. Hoje, meu uso é restrito a interações mais leves com amigos e checagem de vazamentos da indústria de videogames. No mais, é a representação mais bruta da estupidez da comunidade. Não se sintam ofendidos, faço parte dela também querendo ou não.
O novo God Of War afundou a franquia! Dizem os sábios. Mesmo vendendo em totalidade de unidades o que todos os jogos da franquia clássica venderam apenas com o jogo vencedor do GOTY 2018. Cory Barlog precisou de uma única entrada de seu Kratos calmo, bunda mole segundo as viúvas de um macho bem bravo para mostrar que não é porque seu pai te enchia de porrada por qualquer coisa que todos nós temos apenas que jogar o mesmo jogo de sempre. E personagens podem SIM EVOLUIR.
Estou cansado de Soulslikes! Diz o jogador que não joga nenhum jogo do estilo e tem ZERO CONHECIMENTO ou MUITA TEIMOSIA em entender porque esse sucesso todo só por serem “chatos e difíceis”. Necessitam de bajulação a todo o momento. Não conseguem jogar outras coisas, não conseguem entender que nem todo jogo é feito para uma audiência. Imagine eu no alto de minha ignorância repreender o jogador casual de Fifinha e Call Of Duty? Ainda bem que não sou assim.
A nova geração é uma mentira! Não tem jogo bom em 2026! Mesmo com tantas pedradas e quase três dígitos de obras divididas entre indies menores e colossos como jogos da Sony ou Xbox Games Studios chegando, o conhecedor ávido repete a frase mais idiota que eu leio desde a estabilização de lançamentos recorrentes em 2023: NÃO TEM JOGO!
Só em 2026 vou ter que me desdobrar com Resident Evil 9, Onimusha, Phantom Blade Zero, Castlevania Belmont’s Curse, Saros, Wolverine, Romeo Is A Dead Man, God Of War Sons Of Sparta… Fora o Backlog quase 30 jogos que comprei nos últimos anos e que por falta de tempo, agenda E TRABALHO não pude jogar AINDA EM 2026. Será que sua frustração em não conseguir jogar seja por falta de tempo ou condição financeira mesmo (O QUE É NORMAL) não te transformou numa espécie de Eustáquio dos videogames? Afinal de contas, reclamar e falar que tudo é feio e ruim pode te deixar mais tranquilo em saber que você pode estar perdendo obras sensacionais porque não consegue deixar sua vida no eixo não é mesmo? O personagem de Coragem: O cão covarde me vem a mente quando leio artigos de criadores completamente viciados em likes que se vendem pela adrenalina de desconhecidos mais viciados ainda em viralizar frases prontas que mais parecem ter sido ditas por novatos no ramo. É um ciclo de estupidez, uma redoma de ignorância que viabilizou o problema que assola muitos criadores: O conteúdo raso e notícias incrivelmente fracas e em alguns casos, o conteúdo feito por IA. De tão ralo que é nem precisamos usar softwares para desvendar esses textos. E o mesmo vale para uma comunidade que perdeu completamente a vontade de fazer o mais básico que um videogame pode nos proporcionar : Jogar e se divertir.
Eu só queria mencionar para encerrar esse artigo com chave de ouro que o muleque que jogava Super Nintendo aos 8 anos com entusiasmo nunca vai morrer. E que meu texto sirva de reflexão para você começar a trabalhar comigo e meus amigos do pato aqui para formar sua própria opinião e encarar de forma mais otimista e realista nosso tão precioso Hobby. Ou não, continue sendo esse completo ignorante. Só não reclame quando alguém achar que sua estupidez tem limite e argumentar com fatos.

Crítico do patobah.com.br e apresentador do Patotícias no Youtube: @PatobahOficial
