HISTÓRIA/PREMISSA
O gênero de furtividade (stealth) passou por diversas transformações ao longo das décadas. Se nos anos 90 e 2000 fomos moldados por gigantes como Metal Gear Solid e Splatoon (sim, a comparação faz sentido aqui!), em 2026 nos preparamos para receber uma pérola independente que promete revitalizar essa paixão: Ereban: Shadow Legacy.
Recentemente, tive a oportunidade de testar uma demonstração antecipada da versão de PlayStation 5, gentilmente enviada pelo estúdio Baby Robot Games. Após horas de exploração intensa, posso dizer: fiquem de olho, pois este título é uma carta de amor aos fãs de furtividade tática e movimentação fluída.
Uma Jornada em Busca das Origens
Muitos jogadores podem sentir uma barreira inicial com a falta de legendas em português na demo, mas a narrativa de Ereban é instigante. No jogo, controlamos Ayana, a última descendente de uma raça esquecida conhecida como Ereban. Eles possuem a habilidade mística de manipular e se fundir às sombras.
A história nos coloca em um universo sci-fi decadente, onde a megacorporação de energia Helios afirma ter salvado o mundo, mas esconde segredos sombrios sobre o passado de Ayana e o destino de seu povo. É uma trama sobre identidade, legado e as consequências de nossas escolhas, já que o game permite caminhos de “não letalidade” ou agressividade total.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
O grande trunfo de Ereban é a sua mecânica central: o Shadow Merge. Esqueça apenas se agachar atrás de caixas. Aqui, você se torna a sombra. Ao ativar esse poder, Ayana mergulha no chão ou nas paredes, desde que haja sombra projetada no ambiente.
Essa mecânica me trouxe memórias nostálgicas de dois grandes clássicos:
- Soul Reaver: A forma como Ayana consegue atravessar grades fechadas e portões metálicos fundindo-se à sombra é pura magia técnica e lembra muito a passagem de Raziel entre os planos.
- Prince of Persia: A verticalidade é impressionante. Correr pelas paredes e saltar entre plataformas usando as sombras como trilhos dá uma fluidez que torna a exploração viciante.
O design dos níveis é inteligente, apresentando puzzles que te obrigam a observar a iluminação do cenário. Se não há sombra, você está vulnerável. Isso cria um ciclo de gameplay “stealth-puzzle” que raramente vi de forma tão bem executada.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Visualmente, o jogo brilha com um estilo artístico em cel-shading que remete diretamente aos animes modernos. É colorido, limpo e, acima de tudo, funcional para a jogabilidade, facilitando a identificação de zonas seguras e perigosas.
Além disso, o jogo conta com um sistema de upgrades robusto. Através de “Ecos” e recursos coletados, podemos desbloquear novas habilidades que expandem o arsenal de Ayana, permitindo desde novos movimentos de agilidade até gadgets tecnológicos para distrair os robôs da Helios.

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Designer, criador de conteúdo no canal Rafael Paganotti com seu quadro de review “Pitaco do Paganotti” e redator especializado em hardware e games, acompanhando a evolução da indústria há mais de 15 anos.
