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DEMOLIDOR | DÍVIDA DOS INFERNOS

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DEMOLIDOR | DÍVIDA DOS INFERNOS

Após enfrentar preguiça, inveja e gula, enquanto tenta descobrir quem está por trás do grupo que se intitula “tropa”, Matt Murdock segue aprofundando esse mistério iniciado no volume anterior.

É nesse momento que temos a aparição do Doctor Strange, que surge para uma conversa mais tranquila com o agora padre Matt, oferecendo uma ajuda, ou melhor, mostrando um caminho para entender como esses demônios passaram a persegui-lo novamente. Como o próprio Mago Supremo diz: “pedir para que eu os destrua é como… pedir que eu decida qual é sua cor favorita.”

Mesmo em sua nova vida, Matt percebe que ainda deixou rastros ligados ao inferno, como se os sete pecados capitais tivessem seguido ele desde lá. Isso leva ao rastro do quarto pecado, e também marca um ponto importante visualmente: após uma citação bíblica, surge uma das variações mais bonitas do uniforme do Daredevil o traje branco.

Conforme a investigação avança, os interrogatórios levam Matt até o Bar Sem Nome, onde acontece um dos momentos mais marcantes da edição: o confronto contra o Wolverine.

Assim como no volume 1, acompanhamos o dia a dia de Matt, mas aqui já dá pra ver uma mudança clara. Ele está mais focado em descobrir quem está por trás das ações violentas nas ruas, enquanto tenta manter sua nova rotina religiosa.

A participação do Doutor Estranho deixa evidente que ele não está ali para resolver os problemas de Matt, mas apenas para apontar o caminho. E isso reforça ainda mais o peso que Matt precisa carregar sozinho.

Um dos paralelos mais interessantes aparece quando vemos o reflexo de Matt em uma janela, remetendo diretamente ao demônio mostrando que, mesmo tentando mudar, aquilo ainda faz parte dele.

E então chegamos à luta contra o Wolverine. A diferença de poder é gritante: de um lado, um mutante que se regenera sem parar; do outro, um homem com sentidos aguçados, mas com limitações físicas claras. É uma luta rápida, intensa, e que exige que Matt pense o tempo todo para sobreviver.

Durante esse confronto, também entendemos melhor como a luxúria se manifesta. Não é só sobre desejo físico, mas sobre o prazer pela luta, pela violência algo que o próprio Matt carrega dentro de si, mesmo tentando negar.

Enquanto isso em DEMOLIDOR | DÍVIDA DOS INFERNOS, a história também começa a desenvolver o núcleo do Wilson Fisk. Pequenas pistas indicam que a ganância pode estar ligada a ele, e suas cenas mostram um personagem ainda mais brutal e estranho do que o normal.

Ver o Fisk sorrindo já causa desconforto. Coberto de sangue, intimidando criminosos menores, ele continua sendo imponente mas agora com algo errado por trás, como se não estivesse totalmente no controle. A frase “mande a conta para o seguinte endereço” reforça ainda mais esse clima estranho, enquanto a narrativa sugere que ele pode precisar da ajuda justamente do seu maior inimigo para salvar sua alma.

O ritmo dessa edição é bem mais fluido. Depois de um começo mais carregado, a história anda melhor e entrega momentos mais diretos, principalmente na ação.

Visualmente, a HQ também se destaca bastante. Após encarar seu “inferno pessoal”, Matt já aparece com o traje branco, e vê-lo se balançando pelos prédios com esse uniforme é algo marcante quase como um símbolo de recomeço.

A chegada ao bar é caótica, com corpos sendo arremessados, e durante a luta contra o Wolverine, a arte deixa claro que há algo além da simples fúria. A **luxúria** é representada como uma silhueta de sangue, criando uma relação quase íntima com Matt como se soubesse que ele sempre volta para a violência.

Já no lado do Fisk, as expressões e a brutalidade reforçam o medo que ele impõe. Quem está abaixo dele não demonstra respeito, mas puro instinto de sobrevivência. E isso deixa claro o quanto ele é um inimigo direto do Demolidor, até mais do que de outros heróis como o Spider-Man.

Diferente da edição anterior, que funcionava mais como introdução, aqui a história engrena melhor após o começo. O desenvolvimento flui de forma mais natural, e vemos também a presença de Elektra, que continua ligada a Matt, trabalhando ao lado dele em alguns momentos e observando de longe em outros.

A trama ainda segura algumas respostas temos mais um pecado sendo explorado e a menção de outro, mas sem revelar tudo ainda. Isso mantém o mistério, mas também deixa claro que a história ainda está se construindo.

No geral, recomendo essa edição principalmente pela luta contra o Wolverine, que é um dos grandes destaques. Mesmo que a parte sobrenatural não seja o ponto mais forte dessa fase, ainda assim é uma leitura divertida e que prende.

Atualmente, o volume 3 ainda está sem previsão para chegar nas bancas, o que pode frustrar um pouco quem está acompanhando. Comparado à fase do Mark Waid, essa aqui anda mais devagar, possivelmente por conta da publicação da Panini Comics.

Dito isso, é uma edição que vale a pena e que deixa aquela expectativa no ar pra ver o que ainda vem pela frente.

Até a próxima… pra descobrir o que Hell’s Kitchen ainda reserva.

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