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Darwin’s Paradox | Review

Agradecemos a Konami Brasil pela licença de Darwin’s Paradox

Darwin's Paradox | Review Darwin's Paradox
Darwin’s Paradox

Sempre vai existir aquela ideia totalmente fora da casinha que te chama a atenção só pela premissa. E aqui não é diferente. Desde que a Konami anunciou esse game, eu estava superempolgado por três motivos: primeiro, você consegue controlar um povo, e só isso já é massa pra caramba; segundo, a Konami não tem o costume de fazer jogos de plataforma e puzzle, o que me deixou bem curioso; e terceiro, a parceria com Metal Gear Solid.

Mas bom, será que o jogo atendeu as minhas expectativas?

Darwin’s Paradox é um jogo de plataforma cinematográfico que não tenta inventar a roda e, em sua simplicidade, consegue executar com perfeição o que propõe. É aquele tipo de título que passa despercebido, ainda mais na janela em que foi lançado, entre grandes estreias como Crimson Desert e Pragmata, mas, sinceramente, isso não tira o seu brilho de forma alguma. Porque, por mais simples que seja, ele consegue entregar coisas que, às vezes, jogos AAA não conseguem.

Esse é o tipo de jogo que dá vontade de jogar de verdade: uma experiência divertida e que não se leva nem um pouco a sério. Você percebe isso de cara pela narrativa. Tudo começa em um dia pacífico no meio do oceano, onde você, o Darwin, está vivendo a vida com seu amigo. Ali, o jogo já prepara o terreno e ensina as mecânicas de como funciona o controle de um povo. Do nada, uma luz aparece no céu; é um OVNI que abduz vocês dois. Depois disso, Darwin acorda no que parece ser um lixão de comida, mas que, na verdade, é uma empresa de fachada comandada pelos aliens, que planejam a dominação do mundo.

Darwin’s Paradox

Seu objetivo é procurar o seu amigo. Para isso, Darwin terá que usar seus “gadgets de polvo” para conseguir se livrar de todos os predadores, sejam aliens, ratos ou outras criaturas que vão te perseguir durante o jogo. E aí vem a parte legal: como é controlar um polvo na gameplay?

Bom, como qualquer outro jogo de plataforma cinematográfico, o título segue aquela linha entre puzzle, plataforma e fuga, como é costume em jogos como Limbo, Inside e Planet of Lana. Mas aqui você controla um polvo, e quero parabenizar demais a ZED Tech Studios, desenvolvedora do game, que conseguiu implementar as mecânicas do animal de um jeito simples e totalmente funcional.

O Darwin, na terra, é mais lento: pode correr, escalar superfícies usando suas ventosas, agarrar objetos para mudá-los de lugar e até usar sua tinta como distração ou para tampar uma câmera e passar despercebido. Já na água, como ele é um animal predominantemente aquático, a gameplay fica muito mais fluida, obviamente. Você consegue nadar rápido e as mecânicas mudam; a tinta, por exemplo, funciona como uma cortina de fumaça para você atravessar.

Sobre os puzzles, já quero passar uma visão para vocês: eles não são nem um pouco equilibrados. Há alguns que você passa sem nem sentir, e outros que tomam muito tempo até você entender o que precisa ser feito. Particularmente, acho que dificultar demais às vezes prende o jogador desnecessariamente, mas também pode ser apenas falta de skill da minha parte.

Ah, quase me esqueci de uma mecânica superimportante para o stealth: a habilidade do Darwin de se camuflar entre objetos, paredes e cenários. Isso lembra muito Metal Gear, não é? Como o Snake se camuflando no chão, nas árvores ou até usando uma caixa de papelão.

O level design também foi muito bem trabalhado, te obrigando a pensar realmente como um animal. Em alguns cenários, o ambiente parece grande demais para explorar, e é aí que entra a intuição: você precisa pensar que aquele buraco ou aquele duto de ventilação pode ser o caminho ideal. Foi uma construção muito inteligente dos desenvolvedores.

Sobre a parte gráfica, não há muito o que falar: o jogo é simplesmente lindo, fantástico e parece uma animação onde cada capítulo é um episódio. No PC, a performance foi excelente e o jogo desempenhou muito bem. Se você tem medo de má otimização, pode ficar tranquilo com o Darwin. Vi alguns relatos de problemas no Xbox Series S, mas não posso opinar pois não testei nessa plataforma.

Como eu falei no começo, Darwin’s Paradox não entrega uma narrativa superprofunda, mas diverte e entretém, que é o mais importante. É bom ver que a Konami está realmente voltando ao topo. Dez anos atrás, a situação da empresa era totalmente diferente. Quem acompanhou aquela época, assim como eu, deve estar surpreso de ver séries como Silent Hill voltando ao seu pódio, mesmo com a “cagada” que fizeram com a Kojima Productions. Ainda bem que voltaram com o investimento em Metal Gear, seja com remakes ou ports que pareciam impossíveis. Até ressuscitaram a franquia que os colocou no mapa, que é Castlevania. Darwin’s Paradox vem para confirmar que a empresa agora quer focar em ideias mirabolantes e muito bem construídas.

Darwin’s Paradox

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Conclusão
A nota pra Darwin's Paradox é um nove muito sincero e minha recomendação pra você jogar esse jogo, ainda mais se você gosta do gênero de plataforma cinematográfica.
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