Berserker 2: The Saga of Hilde é um jogo de plataforma 2D com temática claramente inspirada na era dos vikings, trazendo elementos de fantasia como monstros, gigantes, aranhas gigantes e outras criaturas típicas desse universo.
O jogo apresenta dois personagens jogáveis: um guerreiro viking e uma feiticeira, o que poderia abrir espaço para uma jogabilidade variada. No entanto, na prática, isso não se desenvolve da forma que deveria.

Problemas, problemas e mais problemas…
A gameplay é bastante simplória e carece de fluidez. O combate é travado, pouco responsivo e não transmite sensação de impacto ou emoção. Em diversos momentos, os inimigos simplesmente “colam” no personagem ou apresentam comportamentos bugados. Há situações em que o personagem interrompe os ataques do nada, exigindo que você execute outra ação, como usar uma habilidade, apenas para destravar a movimentação.
Os problemas técnicos são frequentes. Alguns inimigos não reagem corretamente ao serem derrotados, outros não caem como deveriam, e a movimentação geral soa estranha e inconsistente. Isso compromete completamente a experiência, já que a base do jogo, o combate, não funciona de forma satisfatória em nenhum momento.
O desempenho também é um ponto crítico. Mesmo em uma configuração de alto nível, com uma placa como a RTX 5080, o jogo não consegue manter 60 FPS estáveis. Mesmo com tecnologias como DLSS ativadas, o desempenho oscila bastante, chegando a quedas para 30 FPS. Isso evidencia uma otimização muito abaixo do esperado.
A câmera é outro problema. Ela parece pouco precisa, quase aleatória em alguns momentos, não favorecendo bons ângulos e prejudicando a leitura da ação. Já os NPCs apresentam animações pouco naturais, com comportamentos estranhos, como personagens olhando em direções incoerentes ou se posicionando de forma desconexa durante diálogos.
Apesar disso, vale mencionar que algumas áreas do jogo possuem um visual interessante e bem construído. Não é tudo ruim nesse aspecto, mas esses momentos positivos não são suficientes para compensar os diversos problemas estruturais.
Outro ponto que quebra o ritmo da experiência em Berserker 2: The Saga of Hilde é a troca de personagens. Sempre que você alterna entre eles, o jogo corta para uma tela preta com carregamento, o que poderia ser evitado. Uma transição mais fluida, em tempo real, faria muito mais sentido e manteria a imersão.
No geral, Berserker 2: The Saga of Hilde passa mais a sensação de um projeto em estágio beta do que de um jogo finalizado. Falta polimento, falta consistência e, principalmente, falta diversão. Mesmo após avançar no jogo e conquistar objetivos, a experiência não se torna mais envolvente.
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