O Patobah agradece a Joeveno/Noquarter pela licença de Aviãozinho do Tráfico 3

Provavelmente, abrir um portal para o submundo por acidente enquanto tenta reviver seu ídolo musical não é algo que a maioria das pessoas pode dizer que já fez. Mas esse é o caso de Da Silva, o protagonista de Aviãozinho do Tráfico 3, um jogo indie brasileiro lançado exclusivamente para computadores em 17 de setembro de 2025
HISTÓRIA/PREMISSA
Em “Aviãozinho do Tráfico 3: Abri um Portal pro Inferno na Favela Tentando Reviver Mit Aia e preciso Fechar”, assumimos o controle de Aviãozinho do Tráfico da Silva. Ele é um jovem morador de uma favela do Rio de Janeiro que, como o próprio nome do jogo já entrega, tentou ressuscitar seu maior ídolo: o cantor de funk Mit Aia (uma clara referência ao Tim Maia).
O problema é que o ritual dá errado e ele acaba abrindo um portal para o inferno no processo. Para piorar a situação do “herói” dessa história, tudo isso acontece bem no dia de um jogo do Flamengo, resultando em várias pessoas sendo possuídas pela energia demoníaca. Agora, Da Silva precisa pegar em armas e lutar contra possuídos e demônios. Tudo isso enquanto explora cenários cheios de sátiras que brincam com aspectos da cultura e dos memes brasileiros na tentativa de fechar o portal e salvar o mundo.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Aviãozinho do Tráfico 3 é um boomer shooter nos moldes de clássicos como Doom e Quake, e traz uma gameplay satisfatória, fluida, rápida e divertida. Os movimentos do jogador são bem ágeis, apesar de parecer em alguns momentos que o personagem está apenas deslizando pelo cenário.
O arsenal é um ponto que merece elogios. Os desenvolvedores claramente deram uma atenção especial aqui, já que o jogo traz uma boa variedade de opções: desde escopetas até uma Havaianas. Todas as armas são bem trabalhadas, divertidas de usar e contam com boas animações, especialmente se levarmos em consideração a engine utilizada. Além disso, elas servem como um ótimo incentivo para a exploração, já que muitas ficam escondidas pelo mapa.
Por outro lado, os inimigos possuem pouca variação de design. Você vai esbarrar com o mesmo modelo diversas vezes durante a jogatina. Mesmo assim, eles continuam sendo legais de se enfrentar, trazendo um nível de desafio bem equilibrado.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
A direção de arte de Aviãozinho do Tráfico 3 com certeza não é o forte da experiência. O jogo apresenta cenários “sujos” e mal polidos. E mesmo sabendo que o criador fez isso de propósito pela estética, a arte e o level design acabam se tornando pontos fracos.
Outro detalhe que incomoda durante a gameplay é o áudio, que não é bem tratado. Novamente, é uma escolha proposital do desenvolvedor que até arranca umas risadas nas primeiras vezes, mas que incomoda depois de um tempo. Isso fica crítico em áreas onde a música fica completamente “estourada”, a ponto de não ser possível ouvir mais nada. A trilha sonora segue a mesma lógica: é feita para ser engraçada e ruim de propósito, mas acaba ficando chata e cansativa muito rápido.
Em compensação, a parte técnica do Aviãozinho do Tráfico 3 é um de seus maiores trunfos. Por usar uma engine antiga (a mesma do clássico Quake), o jogo é extremamente leve e bem otimizado, sendo fortemente recomendado para quem tem um computador mais modesto. Não notei nenhuma queda de FPS ou bugs que atrapalhassem a gameplay, nem mesmo bugs de colisão. Nesse quesito, Aviãozinho do Tráfico 3 é muito bem otimizado.
PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS
Pontos positivos
- Boa otimização;
- Gameplay fluida e divertida;
- Bons sistemas de combate;
Pontos negativos
- Direção de arte e level design deixam a desejar;
- Trabalho de áudio medíocre;
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Cara dos simuladores e jogos de corrida, apaixonado por RPG’s
