Boa Leitura!

Assistimos | Wicked (2024)

Assistir Wicked foi uma experiência curiosa. Pessoalmente, não tinha interesse, mas minha esposa me convenceu.

Tanto que vamos assistir o 2 em breve.

A história que você já conhece… mas não exatamente…

Se você já conhece Wicked do teatro, já sabe o caminho: a história mostra o lado “não contado” da bruxa má do oeste, aqui representada como Elphaba, e sua relação com Glinda (Ex Ga-Linda).

O filme tenta equilibrar bem esse lado mais humano, mostrando como a famosa “vilã” pode não ser tão vilã assim.

E nisso ele acerta bem.

A construção de Elphaba funciona. Você entende as motivações, se conecta com o conflito e até compra a revolta dela com o mundo ao redor, o filme é cheio de críticas a nossa sociedade, mesmo que tudo no filme não passe de uma grande fantasia.

Eu não vi o musical, mas pesquisei sobre, então pelo que pude apurar, o filme fica um pouco “preso” a ser uma experiência idêntica ao musical, mas não sei avaliar o quanto isso é bom ou ruim.

Wicked
Wicked

Atuações (o coração do filme)

Aqui não tem muito o que discutir.

Cynthia Erivo carrega o Wicked nas costas em vários momentos. A presença dela é forte, emocional e convincente. Quando ela canta, o filme cresce.

Ariana Grande surpreende. Glinda poderia facilmente ser irritante (e pra mim, ele foi irritante 90% do filme), mas acaba funcionando bem, trazendo leveza e até um humor que ajuda a equilibrar o tom.

A química entre as duas é um dos grandes acertos do filme.

PS: A irmã da Bruxa é chata demais… Não tem presença, não ajuda a irmã, nunca se impõe verdadeiramente para ajudar/apoiar quem mais ajuda e protege ela.

O espetáculo visual (e o exagero)

Visualmente, Wicked é lindo.

Cenários gigantes, figurinos detalhados, cores vibrantes… tudo foi pensado para impressionar. Oz nunca pareceu tão vivo.

Mas tem um detalhe importante: às vezes é demais.

O filme exagera no espetáculo em alguns momentos, quase como se estivesse constantemente tentando te lembrar que ele é grandioso. Isso funciona em cenas musicais, mas fora delas pode cansar um pouco.

As músicas (claro, elas estão aqui)

As músicas são ótimas. Não tem como fugir disso.

Algumas cenas são realmente impactantes e conseguem transmitir emoção de forma direta.

Mas existe um problema de ritmo.

Wicked é longo. E você sente isso.

Algumas músicas estendem cenas que poderiam ser mais diretas, o que acaba deixando a narrativa arrastada em certos momentos.

Eu assisti o filme dublado, e não gostei muito de algumas adaptações nas musicas, então para dar uma opinião mais honesta, busquei assistir todas as canções em inglês, e de fato, as músicas são ótimas.

O maior problema: o ritmo

Se tem algo que segura Wicked de ser excelente, é o ritmo.

O filme demora para engrenar. Ele constrói muito, explica muito, mostra muito… e isso faz com que algumas partes pareçam lentas demais. Principalmente sua primeira hora.

Existe a sensação de que ele poderia ser mais enxuto sem perder impacto.

E isso pesa, porque a última meia hora de filme, ele engrena de forma fantástica.

Funciona para quem não conhece?

Para quem está chegando agora, o filme pode parecer um pouco longo e, em alguns momentos, até exagerado. Mas ele funciona, basta ter a mente aberta e segurar a primeira hora, porque é bem arrastado, mas no fim, tudo compensa.

Assistido via Prime Vídeo: AQUI

Mais conteúdos assim? AQUI

PATÔMETRO
Conclusão
Wicked é um filme que claramente foi feito com cuidado e respeito. Ele entrega emoção, espetáculo e boas performances. É sim um filme que funciona. Talvez não seja perfeito, mas é envolvente o suficiente para justificar a experiência. E quando ele acerta… Acerta muito.
Notas do Visitante0 Votes
0
8.2
NOTA FINAL

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe:

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
Threads
Email

Categorias