Boa Leitura!

All Will Fall | PC Review

ALL WILL FALL chega com uma proposta que, sinceramente, já chama atenção de cara.

Temos aqui um city builder no meio do oceano, com física real afetando tudo que você constrói. Parece só mais um simulador? Não mesmo! Aqui, cada prédio pode literalmente derrubar sua cidade inteira.

E sim… isso vai acontecer mais vezes do que você gostaria.

ALL WILL FALL
ALL WILL FALL

Quase sem história, mas com objetivo

A base do jogo é um cenário pós-apocalíptico onde a civilização foi praticamente engolida pelo oceano. O que sobrou da humanidade agora tenta sobreviver construindo megacidades sobre estruturas improvisadas no mar.

Seu papel é liderar esse povo.

Mas não é só sobre construir e expandir. Você precisa manter a população viva, lidar com escassez de recursos, tomar decisões políticas e garantir que sua cidade não colapse, seja por falta de comida ou porque você fez um prédio alto demais sem pensar na base.

A narrativa não é o foco principal, mas existe um contexto bem interessante sendo contado através das mecânicas, eventos e decisões. Pode não ter uma história convencional, mas você tecnicamente está moldando a sua história e daqueles que dependem de você.

ALL WILL FALL

Gameplay, onde você perde o sono

Aqui é onde ALL WILL FALL realmente se destaca… e também onde ele mais pune o jogador. O jogo mistura construção de cidades em 3D com um sistema de física ativo, gerenciamento de recursos, cadeias de produção e decisões sociais e políticas, tudo acontecendo ao mesmo tempo, sem muito espaço pra erro.

O grande diferencial está na construção baseada em física. Esquece aquele modelo tradicional de city builder em que você simplesmente posiciona prédios e segue a vida. Aqui, cada estrutura precisa ser pensada de verdade. É necessário considerar equilíbrio, peso, distribuição de carga e a base de sustentação antes de sair empilhando construções.

Quer levantar um prédio enorme? Dá. Mas se a fundação não aguentar, ele desaba. E não cai sozinho: pode levar outras estruturas junto e causar um efeito dominó que destrói boa parte da sua cidade. Dependendo do tamanho do estrago, sua economia vai junto pro fundo do mar. E isso acontece mais do que você gostaria.

Essa mecânica cria uma sensação constante de tensão. Você nunca constrói totalmente tranquilo, porque sempre existe o risco de algo dar errado.

Além disso, o jogo exige bastante na parte de gerenciamento. Recursos como água potável, comida, energia e materiais de construção são limitados e precisam ser administrados com cuidado. As cadeias de produção são mais complexas do que parecem à primeira vista. Não basta coletar recurso, é preciso processar, distribuir e manter toda a engrenagem funcionando. Se um único elo falha, o efeito cascata vem forte.

Outro ponto importante é a gestão da população. Você não lida só com números, mas com decisões que afetam diretamente a vida dos habitantes. Racionamento, prioridades de expansão e condições de moradia são escolhas que impactam produtividade, crescimento e até possíveis crises internas. Em alguns momentos, o jogo força decisões difíceis, e nem sempre existe uma opção “certa”.

A exploração também entra como um fator estratégico, permitindo expandir para novas áreas no oceano em busca de recursos. Isso abre possibilidades interessantes, principalmente no planejamento a longo prazo.

Já o modo sandbox é um dos grandes acertos. Ele dá liberdade pra testar construções, entender melhor como a física funciona e experimentar sem a pressão constante do modo principal.

Mas nem tudo funciona perfeitamente. A curva de aprendizado é alta, especialmente no começo. A física, apesar de impressionante, pode ser um pouco imprevisível em certas situações, o que gera momentos de frustração. Existem colapsos que parecem injustos, e a interface nem sempre ajuda, podendo confundir quem ainda está se adaptando.

O resultado é um jogo que pode te fazer perder horas de progresso por um erro pequeno, ou por algo que nem parecia tão errado assim. Isso pode afastar jogadores mais casuais, mas para quem entra na proposta, faz parte do desafio.

ALL WILL FALL
ALL WILL FALL

Direção de arte, som e técnica

Visualmente, ALL WILL FALL aposta em uma identidade bem marcante. A estética mistura estruturas improvisadas com uma arquitetura vertical um tanto diferente, tudo cercado por um oceano que não só domina o cenário, mas também transmite uma sensação constante de pressão sobre seus atos e vulnerabilidade da estrutura.

Suas cidades podem até parecer impressionantes à primeira vista, verdadeiras torres de sobrevivência no meio do nada… até o momento em que tudo começa a desmoronar. E quando isso acontece, é quase um espetáculo à parte.

O trabalho de som acompanha muito bem essa proposta. Os efeitos sonoros são um dos pontos fortes da experiência, com estruturas rangendo, metais cedendo e colapsos acontecendo com um peso convincente. Isso não é só detalhe técnico, é gameplay também. Muitas vezes, você percebe que fez algo errado antes mesmo de ver, só pelo som. E isso aumenta bastante a tensão.

A trilha sonora é mais contida, funcionando quase como pano de fundo. Em vez de roubar a cena, ela dá espaço para os sons do ambiente brilharem, o que combina perfeitamente com a proposta do jogo.

Na parte técnica, o desempenho é consistente na maior parte do tempo. Porém, conforme sua cidade cresce ou quando acontecem grandes colapsos, é possível notar algumas quedas de performance. Não chega a comprometer a experiência, mas é algo que dá pra perceber, principalmente nos momentos onde tudo dá errado e muitas construções vão a baixo.

Para quem ALL WILL FALL é recomendado?

-> Para quem curte City builders mais complexos;
-> Com física realista;
-> Desafios estratégicos;
-> Gerenciamento altamente profundo.

Mais reviews? AQUI

PATÔMETRO
Conclusão
ALL WILL FALL não é só mais um city builder. Ele pega a fórmula clássica e joga uma camada de complexibilidade caótica em cima que muda completamente a forma como você joga. Não basta planejar… você precisa respeitar as leis da física. E isso torna tudo mais tenso, mais estratégico e, ao mesmo tempo, mais frustrante. Mas quando sua cidade cresce, se mantém de pé e funciona como deveria… a sensação é absurda. Não é um jogo para qualquer um, mas para quem entrar na proposta, é fácil perder horas tentando construir a cidade perfeita, ou pelo menos uma que não desabe.
Notas do Visitante0 Votes
0
PROS
Sistema de construção com física é excelente
Gameplay desafiador
Boa variedade de mecânicas (gestão, política, exploração)
Alto fator de rejogabilidade (sandbox ajuda muito)
CONTRAS
Curva de aprendizado
Física às vezes imprevisível
Interface poderia ser mais amigável
Pode ser punitivo demais em alguns momentos
8
NOTA FINAL

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