Review Absolute Mulher-Maravilha vol.2, A consolidação da Diana Dark Fantasy
Dando continuidade à proposta ousada apresentada no primeiro volume, Absolute Mulher-Maravilha Volume 2, eleva ainda mais o tom épico e sombrio da série. Mantendo a identidade construída por Kelly Thompson e Hayden Sherman, essas edições aprofundam não apenas o universo ao redor de Diana, mas também o peso emocional e simbólico que essa versão da personagem carrega.


Ficha Técnica
As edições seguem o padrão já estabelecido pela linha Absolute, capa cartão que não parece ter muita qualidade, com 56 páginas em papel couchê e uma apresentação que valoriza tanto a arte quanto a experiência de leitura reunido em uma lombada canoa.
História / Premissa
Após os eventos iniciais envolvendo a invasão demoníaca e o prenúncio de uma ameaça ainda maior, nesse volume mergulhamos de vez nesse conflito iminente. Aqui, a narrativa deixa de ser apenas uma introdução ao mundo e passa a desenvolver as consequências diretas das escolhas de Diana.
O confronto com forças colossais ganha mais espaço, e o tom lovecraftiano sugerido anteriormente se torna ainda mais evidente. Ao mesmo tempo, a relação entre Diana e o mundo dos humanos, especialmente através de Steve Trevor que começa a ganhar novas camadas, explorando o contraste entre dever, conexão emocional e sacrifício.
Narrativa e Ritmo
Diferente do primeiro volume, que tinha um ritmo mais expositivo por conta da construção de mundo, aqui a narrativa se torna mais dinâmica e focada.
A história alterna bem entre momentos de ação intensa e pausas mais introspectivas, permitindo que o leitor absorva o impacto emocional dos acontecimentos. O ritmo é mais equilibrado, com uma progressão clara que aponta para algo maior sendo construído no pano de fundo.
Ainda assim, a obra mantém aquela sensação constante de ameaça iminente, como se tudo estivesse caminhando para um colapso inevitável.
Direção de Arte / Estilo Visual
Se no primeiro volume a arte já chamava atenção, aqui ela se consolida como um dos maiores destaques da série, Hayden Sherman intensifica o uso de traços angulares, sombras pesadas e composições que reforçam o clima opressor do universo. As criaturas ganham um aspecto ainda mais grotesco e imponente, enquanto Diana continua sendo representada quase como uma figura mitológica em meio ao caos, fazendo com que a ambientação Dark Fantasy é potencializada em cada quadro, com cenários que parecem vivos e hostis, contribuindo diretamente para a imersão.



Desenvolvimento da Diana
Um dos pontos mais interessantes desse volume é como a personagem continua sendo trabalhada, essa Diana segue sendo uma versão mais dura e marcada por traumas, mas ao mesmo tempo, sua essência compassiva continua sendo o núcleo da narrativa. Mesmo em um mundo brutal, ela insiste em proteger, em assumir responsabilidades e em carregar dores que não são necessariamente suas.
Aqui, esse conflito interno fica mais evidente: até onde ela pode suportar tudo isso sozinha? Essa dualidade entre força e vulnerabilidade é o que mantém a personagem tão interessante e talvez seja o maior acerto dessa fase.
Além disso, o mundo humano ganha mais relevância, deixando de ser apenas cenário e passando a ter impacto direto na jornada de Diana.
Vale a pena?
Se a primeira edição foi responsável por apresentar essa versão sombria da personagem, Absolute Mulher-Maravilha Vol.2 é o momento em que a série realmente encontra seu ritmo.
A narrativa se torna mais envolvente, a arte continua impressionando e o desenvolvimento da protagonista se aprofunda de forma consistente. Para quem já estava interessado, essas edições funcionam como uma confirmação do potencial da obra, por outro lado, leitores que não se conectaram com o tom mais denso e o estilo Dark Fantasy dificilmente mudarão de opinião aqui, já que a série abraça ainda mais essas características.
No geral, Absolute Mulher-Maravilha segue como uma das releituras mais interessantes da personagem nos últimos anos, consolidando uma Diana que enfrenta horrores inimagináveis, mas que, acima de tudo, continua escolhendo ser um símbolo de proteção em um mundo que parece não merecer ser salvo e é justamente isso que torna essa jornada tão poderosa.
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