Agradeço ao grupo Patobah e ao estúdio responsável pela distribuição Dotemu por me concederem uma chave de acesso a Absolum para fins de análise.

Absolum é um game do gênero roguelite e beat ´em up de ação com gameplay similar a jogos de luta desenvolvido por Guard Crush Games e publicado em 2025. Absolum chamou muita atenção dos jogadores desde seu lançamento e de lá pra cá o game só cresceu atingindo novos jogadores e chegando ao ecossistema do xbox em março de 2026, inclusive está disponível na assinatura Xbox Game Pass desde o lançamento.
História/Premissa
Há muito tempo o mundo vivia em equilibrio e harmonia, porém a paz entra em risco quando o deus do Sol Azra descobre uma nova fonte de poder e o usa para tomar o controle de Talamh e controlar seus cidadãos, é nesse contexto que um grupo de rebeldes se une a uma outra entidade para iniciar uma revolta contra Azra e recuperar o controle do país e acabar com a tirania imposta.
De início temos apenas dois personagens jogáveis: Karl, o anão armeiro e Galandra, a elfa espadachim, mas conforme a história progride encontramos mais dois personagens: Brome, o sapo mago e Cidra, a marionete ninja. Cada personagem possui seu próprio background e objetivos próprios além de derrotar Azra que são mostrados ao jogador através de sidequests, por exemplo Brome deseja repovoar sua vila já que Azra sentiu medo do potencial mágico do povo Mowlai e o exterminou restando apenas Brome.
Um fato muito interessante sobre o game e sua história é como o mundo avança em conjunto com o progresso do jogador, em alguns momentos fui bem recebido em uma vila, mas na tentativa seguinte houveram mudanças na política do mundo e fiquei malvisto pelos NPCs. O game possui quatro mapas e cada um tem diversas rotas que podemos escolher e todas com seus inimigos próprios e encontros com chefes únicos, mas sempre culminando em um chefe em comum ao final do mapa.
A história de Absolum pode parecer simples e rasa no começo, com um objetivo bem direto e até clichê, mas quanto mais nos aprofundamos em seu universo mais ficamos imersos na cultura dos povos, na opinião política de seus líderes que mudam com o tempo conforme as relações e nos conflitos entre vilarejos que se desenrolam.
Gameplay
Absolum pertence aos gêneros Roguelite e Beat ´em up, ambos são gêneros bastante conhecidos no mundo gamer, durante o jogo devemos realizar várias tentativas e morrer muitas e muitas vezes até decorarmos os ataques de cada chefe e nos acostumarmos com os comandos, habilidades e movimentação que cada personagem possui, sem falar nos muitos itens que customizam ainda mais a gameplay seja aumentando a chance de acerto crítico, imbuindo elementos como fogo, água, ar e tempo nos ataques.
Apesar de cada personagem ser único e possuir um estilo próprio que se adequa a cada jogador, todos possuem uma base única que pode ser alterada conforme o jogador escolhe, um ataque fraco mas rápido, uma habilidade que é o ataque forte, uma arcana que é uma magia e precisa de mana para ser usada, e por fim uma habilidade suprema extremamente forte mas com uso limitado por tentativa. Durante as jornadas também é possível encontrar locais de descanso como tavernas ou santuários, ambos fornecem cura, mas somente nas tavernas somos capazes de contratar NPCs para nos ajudar e comerciantes que oferecem itens preciosos e que facilitam muito a nossa vida.
O jeito como a Guard Crush Games trouxe um universo incrível para esse gênero é surreal de bom, principalmente o combate que lembra jogos de luta e nos permite fazer combos gigantescos com mais de 300 golpes em hordas de inimigos que chegam aos montes e é extremamente satisfatório quando limpamos cada tela. Sem falar na sensaçao que a progressão desse game proporciona, no início somos obliterados até pelos inimigos mais fracos da região inicial, porém depois de algumas horas já estamos limpando mapas inteiros tranquilamente, é seguro dizer que a curva de aprendizado junto das melhorias que desbloqueamos deixa o game muito mais divertido.
Direção de arte
Aqui Absolum brilha muito, toda sua estética dos anos 90 e 2000 desenhada completamente a mão traz um charme inexplicável ao game sem falar que visualmente ele se parece muito com Hades, título da Supergiant, um dos meus jogos favoritos, portanto me senti em casa desde o momento em que olhei para Absolum pela primeira vez.
O game possui visual cartunesco e utiliza cores vibrantes e vivas para compor o cenário e design de personagens, inimigos e habilidades, que por sinal possuem designs bastante cativantes e inspirados no tema de fantasia medieval, portanto encontramos goblins, cavaleiros, fantasmas, reis entre outros seres místicos e cada rota possui grupos de inimigos próprios e ambientação única, como por exemplo Jabora, que é uma região pantanosa e lar dos Mowlai, portanto os inimigos e encontrados lá são geralmente anfíbios humanoides, como o próprio Brome que é um sapo.
Sobre a trilha sonora não há comentários que traduzam tamanha qualidade, já possui participação direta de vários nomes aclamados do ramo como Gareth Coker (Ori e Halo infinite), Yuka Kitamura (Dark Souls e Elden Ring), Mick Gordon (Doom Eternal e Atomic Heart) e Motoi Sakuraba (Dark Souls e Golden Sun), cada área do game e cada luta de chefe é uma obra prima musical e cada faixa foi extremamente marcante.

Qualidade Técnica
Infelizmente nem tudo são flores e é com pesar que eu digo que Absolum possui um porte aquém do esperado para o console Xbox Series S, um game dotado de tamanho potencial, com qualidade muito acima da média, mas que peca em seu desempenho, o game não chega ser injogável, mas possui quedas constantes e bruscas de FPS em qualquer área do game, mesmo não tendo muitos inimigos ou efeitos na tela, algo completamente inaceitável para o escopo que esse jogo busca alcançar e pelo tempo que o estúdio teve para polir, além dessas constantes quedas de FPS não encontrei outros bugs sejam visuais ou que atrapalhassem o progresso como crashes ou saves corrompidos.
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Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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