Boa Leitura!

A Ubisoft precisa virar SAF

A Ubisoft é uma das maiores empresas da história dos videogames, possui em seu catálogo franquias lendárias como Far Cry, Assassin ‘s Creed e Prince of Persia. Entretanto, nos últimos anos, a gigante francesa tem vivido um verdadeiro calvário, projetos cancelados, estúdios fechados e jogos fracassando em vendas. A pergunta que fica é: A Ubisoft tem jeito?

UBISOFT E A FAMÍLIA GUILLEMOT

A Ubisoft foi criada na década de 80 pela família Guillemot, que já tinha negócios de sucesso no ramo da agricultura e viu nos videogames uma oportunidade de expandir os negócios da família.

Com isso em mente, a Ubisoft é fundada em 1986, logo nos primeiros anos Yves Guillemot surge como a liderança criativa da empresa e chega ao cargo de CEO aos 26 anos.

Yves Guillemot é fundamental para a expansão da empresa mundialmente, ele transforma uma empresa regional em uma empresa mundial, não há como negar, ele teve seus méritos e se a Ubisoft em algum dia já foi a maior empresa de games, isso é mérito dele. 

Nos anos 90 e 2000, Yves se mostrava um líder esperto, sagaz e com idéias inovadoras, o que contribuiu para o sucesso da companhia.

Mas sabe aquela frase de Harvey Dent em O Cavaleiro das Trevas (2008): “Ou você morre como um herói, ou vive o suficiente para se ver tornar o vilão”.

Pois é, Yves Guillemot se perdeu nesse caminho como CEO da Ubisoft.

YVES GUILLEMOT: O VILÃO DA UBISOFT

Fonte: Google

Aquele jovem CEO de 26 anos hoje tem 65 anos, aquele líder forte, ambicioso, esperto, inovador, criativo, hoje é um senhor frágil, perdido, sem convicção e que tenta imitar outras empresas. Yves Guillemot nos últimos anos levou a empresa para a cova. 

Decisões péssimas como a de investir em jogo live service, fracassos como Star Wars Outlaws, Hyper Scape, Xdefiant, são alguns dos motivos do porque a Ubisoft tá nessa queda livre.

Além disso, o CEO se envolve em polêmicas como usar IA  em seus jogos, diz que seus jogos não tem críticas sociais quando claramente tem, como foi no caso do Far Cry 5. 

O problema não está em ter ou não ter críticas sociais, o problema está em você mudar todo o seu discurso baseado no que uma parte do público grita, isso mostra falta de convicção, isso é fraqueza.

Nas últimas semanas foi revelado uma reestruturação na empresa, pessoas demitidas, estúdios fechados, jogos cancelados e jogos adiados, entre os cancelados está o aguardado Prince of Persia Sands of Time Remake. Além disso, foi revelado uma mensagem interna bizarra, onde o CEO joga a responsabilidade toda para os funcionários dizendo que tudo depende dele, como se suas decisões erradas e atrapalhadas não fossem o principal motivo da empresa está onde está.

Para fechar isso tudo, dois dos jogos mais aclamados no último ano tinham ex devs da Ubisoft, deixando claro que a culpa não está nos funcionários e sim na liderança fraca e ruim de Yves Guillemot.

Pede o boné, Yves!

TENCENT É O CAMINHO?

Fonte: Google

A Ubisoft está em queda livre não é de hoje, em 2015 a Vivendi (grande conglomerado francês) tentou comprar ações e tomar o controle da Ubisoft, desesperada a Família Guillemot busca ajuda de um parceiro e é aí que a Tencent aparece, iniciando uma parceria que perdura até os dias atuais e tira a vivendi da jogada. Mais recentemente a Tencent fez um aporte bruto em uma filial da Ubisoft conhecida como Vantage Studios, responsável pelas principais franquias da Ubisoft.

Dessa forma, a Ubisoft recebe um capital importante e permanece no controle, a Tencent fica mais próxima das IP ‘s da Ubisoft e ganha uma porcentagem maior no negócio.

Tudo leva a crer que as coisas vão se manter do jeito que estão, pois a Ubi conseguiu o aporte que precisava para dar continuidade aos seus projetos mais importantes e a Tencent não tem o desejo de controlar a Ubi, não faz parte do seu modelo de negócios. A Tencent prefere muito mais ter uma fatia do bolo do que tomar o bolo para si.

Então não, a Tencent não será a empresa que vai tirar a família Guillemot do controle da empresa.

UBISOFT E A INSANIDADE

“A insanidade é… fazer exatamente as mesmas coisas várias e várias vezes, esperando que isso mude. Isso é loucura.” – Vaas Montenegro (Far Cry 3).

Essa frase do, para mim, o maior vilão da Ubisoft, Vaas Montenegro, resume o que tem sido a Ubisoft nos últimos anos. A empresa tem apostado alto em jogos como serviço e jogos de mundo aberto, aposta essa que tem resultado em fracasso atrás de fracasso. O mundo aberto da Ubisoft, que já é uma marca da empresa, está cansado e apresenta fórmulas já batidas, popularmente chamadas de “ubilike”. Os jogos GaaS da Ubi, sem exceção, foram todos flopados.

E aí, o que a Ubisoft decidiu para o futuro? Mais jogos GaaS e jogos de mundo aberto, a empresa coleciona fracassos e decide apostar no que já vem fracassando. Uma empresa que não aprende com seus erros e que dificilmente vai melhorar.

Sendo assim, a tendência é piorar cada vez mais e as ações, por consequência, caírem cada vez mais.

A SOLUÇÃO

No futebol brasileiro, as Sociedades Anônimas do Futebol (SAF) são empresas que adquirem o controle acionário e a gestão do departamento de futebol de clubes, mediante um investimento financeiro, dentro do modelo de sociedade anônima de capital fechado. 

Mas o que isso tem a ver com a Ubisoft? Tudo.

A brincadeira no título é justamente pensando nisso, a Ubi precisa ter um novo líder, alguém capaz de fomentar uma alma na empresa, alguém com convicção e uma liderança forte, assertiva, só assim para a empresa voltar aos seus tempos de glória. A família Guillemot precisa entender que eles estão afundando a empresa e que o melhor seria sair de cena.

Isso vai acontecer? Duvido muito, mas seria a melhor solução nesse momento.

A insanidade de Yves Guillemot vai levar a Ubisoft para cova, eu não acredito mais que a Ubisoft possa mudar esse quadro, vai ser daqui para pior, infelizmente.

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